Coluna do Borracha – A hora do pesadelo

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Tem coisas que acontecem na Fórmula Indy que, certamente, tiram o sono do chefão Bernie Ecclestone. Uma delas é: como poderia ele ter na categoria mais importante do automobilismo um equilíbrio de pilotos e equipes tão grande quanto existe nos Estados Unidos?
Essa mágica que os americanos conseguem é o grande diferencial entre as duas maiores categorias de Fórmula do mundo, apesar do fato da Indy começar a afunilar e polarizar a disputa entre dois ou três candidatos ao título, como acontece também na sua co-irmã européia.
Não se trata apenas em ganhar corridas, se bem que, na etapa de Mid-Ohio o até então azarão Charlie Kimball surpreendeu a todos e venceu com uma tática correta e campeã. O buraco é mais embaixo, vários pilotos tiveram a mesma chance do americano, qualquer um poderia ter ganhado a etapa. Hoje, as corridas vivem um momento muito claro de afirmação diante do grande público e tentam convencer os atuais exibidores que vale a pena investir no esporte.
As duas categorias são um grande negócio e como tal movimentam muito dinheiro em torno de suas etapas, deixando, pelo menos aqui no Brasil, os seus respectivos exibidores de cabelo em pé. Na Fórmula 1, existe uma grande preocupação com relação à presença de um brasileiro correndo em condições de disputar título. A eminente aposentadoria do Felipe Massa pode fazer com que a TV Globo deixe, pelo menos por enquanto a categoria meio que afastada do vídeo em canal aberto, ficando o Sportv responsável pelas transmissões. Não acho ruim, mas começa a ficar esquisito se isso acontecer, por isso essa semana o Bernie já começou a meter uma pressão para o Felipe Nasr ser a bola da vez, pelo menos para os brasileiros.
Acho muito prematuro, não quero dizer com isso que não acredito nele, mas tirar o fruto da árvore muito verde pode ser um tiro pela culatra, inclusive porque em primeiro ano vai ser muito complicado achar uma vaga em equipe de ponta, das que brigam realmente por pódios e corridas. Essa é uma grande diferença que existe em favor da Indy, lá, é claro, existem as equipes principais e que brigam por títulos, mas a diferença para as pequenas não é tão grande.
Mesmo com essa vantagem toda, a atual emissora que transmite o campeonato não se mostra muito interessada em continuar. A TV Bandeirantes já esta praticamente descartando bancar a etapa paulista da categoria e, dependendo de acerto de valores, ela deve e pode abrir mão de transmitir em sinal aberto o campeonato do ano que vem. Como a Globo, ela tem um canal a cabo voltado a esportes e deve colocar seu produto lá.
Agora eu pergunto: mas e aí? Não se trata de passar corrida, se trata de fazer cobertura e cuidar com mais carinho do produto. Em emissoras de nicho é muito mais complicado aumentar audiência e mesmo receita, a discrepância de preços é muito grande e a conta invariavelmente não fecha. O mesmo desastre esta sendo visto na Stock Car, que tinha, na minha época como produtor executivo, 12 etapas ao vivo no canal aberto e mesmo assim a coisa não ia. Esse ano, optou-se por colocá-la no canal fechado, um grande erro, pois sumiu na mistura, tirando os aficionados, ninguém mais sabe que existe.
Vou ficando por aqui, no fim de semana tem um dos melhores produtos escondidos na TV a cabo, a MotoGP, que vive sem brasileiros e sem TV aberta, por que será? Acho que o Carmelo pode dar uma aula para os dois amigos das Fórmulas.

 A gente se encontra na semana que vem!

 Beijos & queijos

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