Coluna do Borracha – Eduardo Abbas

Não ter a vergonha de ser feliz
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 Ouve-se agora uma pergunta que não quer calar: quem pode vencer Vettel? O que esse menino de apenas 26 anos esta fazendo no automobilismo mundial é digno de respeito e deferência. A conquista de um campeonato, com todas as suas variáveis e circunstancias desfavoráveis, e que na mão desse alemão se tornam coisas simples, impressionam. Em apenas 6 anos na Fórmula 1, ele já conquistou 4 títulos e, caso se aposente daqui a 10 anos, deve conquistar outros mais. Ele, a cada dia, começa a pulverizar os recordes até então imbatíveis do Schumacher, entrou no seleto grupo de tetra campeões e segue a passos largos para um provável penta ano que vem.
Não é apenas a conquista em si, é o respeito que ele tem com todos que o cercam, é a reverencia emocionante feita ao carro no fim da corrida para mostrar ao mundo que ninguém consegue nada sozinho. Como eu já havia dito em algumas colunas anteriores, ainda bem que a fase Dick Vigarista da Fórmula 1 acabou, pelo menos nos últimos 5 anos, ainda bem que temos um cara como o Vettel para admirar e servir de exemplo para os futuros pilotos, sorte estarmos vivos acompanhando aquele que, em pouco tempo será o maior de todos.

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Cuidar do carro com o carinho que ele cuidou após o treino classificatório, levando ele mesmo o ventilador para refrigerar os freios, é uma demonstração de respeito, não somente com a máquina que o carrega nas grandes conquistas, mas a todos, engenheiros e mecânicos que fizeram esse bólido ser o mais imbatível de todos. Chego ao exagero de dizer que, esse carro é muito mais forte que a Williams de Prost, o tal carro de outro planeta responsável por levar o francês ao tetra há exatos 20 anos atrás, esse sim pode ser considerado alienígena.

Não quero aqui exagerar nos adjetivos para exaltar a capacidade e a competência desse alemão, isso todo mundo já sabe e alguns poucos ainda insistem em querer compará-lo a pilotos de épocas e condições diferentes. Não existe hoje ninguém que possa encarar o desafio de quebrar a hegemonia da equipe Red Bull nem sua competência na pista, o casamento perfeito da técnica com a habilidade esta longe de ser encontrada em outro box.

Enquanto isso vivemos a incerteza de ter um brasileiro em condições de voltar a mandar nesse esporte. Por mais que digam que o Massa continua em 2014 em uma equipe X ou Y, isso de verdade, pouco importa, sabemos que ele não vai ter chance de vitórias ou mesmo conquistas em equipes pequenas. Devemos voltar nossos olhos para uma nova geração a ser formada. A do Felipe acabou e a do Nasr nem chegou, e quando chegar talvez não encontre espaço em uma equipe grande. A verdade é que devemos começar a pensar nos próximos 6 ou 7 anos, tempo suficiente para tentar lapidar algum talento do kart e buscar novas oportunidades no campeonato mundial, mas é uma missão impossível, não existe nas empresas nacionais nem nas que são bancadas pelo governo, um programa para isso. Vivemos uma era de consumismo exagerado, de educação equivocada e apenas reclamamos da vida por não saber como mudar nada no país.
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Vida longa ao Vettel, vida longa ao esporte que emociona e cria gênios, e que ano quem vem apareça alguém para dar um pouco de trabalho pra ele.

Vou ficando por aqui, citando a emocionante narração que o Galvão Bueno fez na última volta do GP da Índia. Muita gente não gosta dele, ou pelo menos diz que não gosta, o importante é que, sem ser meloso e sendo muito preciso, resumiu em algumas curvas tudo que sabemos, pensamos e vivenciamos desse menino de 26 anos. Simple the Best!

A gente se encontra na semana que vem!

Beijos & queijos

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