Power vence primeira prova da Indy em SP

A primeira prova de Indy numa pista de rua na America Latina, foi disputada este final de semana em São Paulo e teve como vencedor Will Power, da Penske. Foi sua segunda vitória na categoria.
“Um bom resultado como este sempre dá mais confiança para o restante do ano. É a melhor maneira de começar uma temporada”, disse o vencedor. “Minha comunicação (via rádio) com a equipe estava muito ruim. Eu não sabia quantas voltas ainda tinha pela frente, se eu devia fazer mais uma parada. Quando consegui me comunicar com o time eu soube que faltavam seis voltas. Perguntei se era para passar novamente pelo pit, quando soube que era para permanecer na pista para o término da corrida”.


Com um calor de mais de 30 graus e espessas nuvens se aproximando da região do Sambódromo do Anhembi, a corrida começou com os nervos de todos à flor da pele. Na primeira curva do circuito após a largada – o S do Samba – dois acidentes causaram a primeira bandeira amarela da prova: estreando na categoria, o japonês Takuma Sato, da equipe KV, perdeu o controle na freada e acertou o carro do neozelandês Scott Dixon. Helio Castroneves vinha logo atrás e não conseguiu desviar do carro da Ganassi e também bateu. Os danos foram leves e o mais prejudicado foi Sato, que abandonou a prova.
Logo atrás, Mario Moraes, também da KV, perdeu o controle de seu carro e bateu com o norte-americano Marco Andretti. No acidente, o carro de Moraes parou sobre o cockpit de Andretti. “Tinha muita poeira na reta na hora da largada e, por causa do primeiro acidente (envolvendo Sato, Dixon e Castroneves), todo mundo freou muito antes do ponto normal. E, quando vi, todos estavam bem devagar e não consegui evitar a batida”, afirmou Moraes, que havia confirmado sua participação na prova apenas na quinta-feira anterior à prova. Andretti demorou 12 minutos até conseguiu sair do carro, ileso, para ser levado ao centro médico, de onde foi liberado logo a seguir.
As disputas voltaram com tudo na abertura do oitavo giro, quando a corrida recomeçou após alguns pilotos já terem realizado seus pit stops. Helio Castroneves, em virtude dos danos sofridos na parte dianteira do carro, fez quatro paradas neste período. Dario Franchitti, que largara da pole position, mantinha a ponta com Alex Tagliani em segundo lugar, Will Power em terceiro, Ryan Hunter-Reay em quarto e Tony Kanaan, logo atrás, em quinto.
Tony Kanaan mantinha bom ritmo de prova em quarto lugar andando com os pneus duros da Firestone quando foi vítima de um acidente entre Dan Wheldon e Alex Tagliani. O britânico tentava passar o canadense na Reta de Marte quando, na freada para a Curva Anhembi, acertou a traseira do carro da equipe FAZZT, que também bateu em Kanaan. Tagliani ficou pelo caminho. Kanaan e Wheldon voltaram à pista, mas com uma volta de desvantagem.
O acidente aconteceu justamente no momento em que a chuva começava a cair sobre o Circuito Anhembi, e quem parou primeiro para colocar os pneus para piso molhado se deu bem, mesmo que momentaneamente. Foi o caso de Mario Romancini, que aparecia em quinto lugar com o carro da Conquest, atrás de Hunter-Reay, Will Power, Franchitti e Simona de Silvestro.
A chuva paralizou a prova por 45 minutos, e às 14h55 os carros voltaram à pista, já parcialmente seca. A corrida foi reiniciada ainda sob bandeira amarela, e alguns pilotos aproveitaram para substituir os pneus de chuva pelos de pista seca. Neste momento, três brasileiros ocupavam posições entre os dez primeiros: Vitor Meira, Helio Castroneves e Bia Figueiredo. A bandeira verde foi agitada na abertura da volta 38, e no giro 43 a ordem era Hunter-Reay, Raphael Matos, Ryan Briscoe, Will Power e Vitor Meira.
No final, Power cruzou a linha de chegada no Sambódromo do Anhembi com 1s8581 de vantagem para Ryan Hunter-Reay e 9s7094 para Vitor Meira, o primeiro brasileiro a receber a bandeirada.
Terceiro colocado, Vitor Meira comemorou o pódio logo no início do ano.
A próxima etapa, também em circuito urbano, acontece em São Petesburgo, na Flórida, no dia 28 de março.


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