Stock Car ‘assopra’ velinhas

A principal categoria do automobilismo brasileiro volta à pista neste final de semana em clima de festa. Afinal, a Stock Car vai comemorar justamente no circuito em que nasceu, os seus 34 anos de vida. A terceira etapa do campeonato acontece no domingo (dia 28), no autódromo de Tarumã, em Viamão (RS), a partir das 11 horas.

“É engraçado. Enquanto a Stock Car completa 34 anos, eu tenho só 34 corridas na categoria”, lembrou Diego Nunes (Petronas/Chocolates Garoto), um dos 34 pilotos do grid e um dos 33 de toda a história que já tiveram o privilégio de vencer na categoria.

O dia 22 de abril de 1979 marcou a primeira prova do Campeonato Brasileiro de Stock Car, realizada no Autódromo de Tarumã, reunindo 19 carros, todos do modelo Opala usando pneus radiais de rua, com motores de seis cilindros de 4.100cm³ e 270 cavalos de potência. Depois de 34 anos o grid subiu para 34 carros tubulares, utilizando pneus slicks importados, com motor V8 de 5,7 litros e potência estimada em 500 cavalos.

“A Stock Car ficou muito mais rápida com os pneus Pirelli este ano. Esperamos que os recordes da pista sejam pulverizados. O segredo será combinar velocidade com durabilidade, já que Tarumã é a pista com maior desgaste e solicitação dos pneus. A troca de pneus na prova , pelo menos o traseiro é inevitável “, comentou Eduardo Bassani, chefe da equipe Petronas/Chocolates Garoto/RC3 Bassani.

A pole position da estreia em Tarumã foi de José Carlos ‘Capeta’ Palhares, com o tempo de 1min23s00. A prova foi vencida por Affonso Giaffone. Na corrida de 2012, Allam Khodair conquistou a posição de honra com a marca de 1min03s770 para os 3.016 metros do circuito gaúcho, quase 20 segundos mais rápido do que na primeira prova da história. O vencedor no ano passado foi Thiago Camilo.

“O carro da Stock Car evoluiu muito nesses últimos anos e com pneus Pirelli ficou mais rápido ainda. Tarumã é um dos circuitos mais rápidos da temporada, com uma velocidade média muito alta e muito duro com o desgaste dos pneus. Por isso é muito importante largar na frente”, comentou Diego Nunes, que bateu o recorde absoluto do mais rápido circuito do Brasil no dia 9 de outubro de 2005, pilotando um Fórmula 3, com o tempo de 57s175 (média de 189,905 km/h), e que perdurou por sete anos.

“No final das contas quem quer fazer festa em Tarumã sou eu. Já ganhei corrida e bati recorde lá. Então, estou muito motivado para lutar por um grande resultado na Stock Car. Estou precisando disto”, avisa o extrovertido Garoto de talento.


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