Coluna “De carro por aí” – Roberto Nasser

RN

Coluna 4613 13.Nov.2013

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Outro Ka. Base do Fiesta novo

Provocação, o futuro Ka

Vendas apenas projetadas, sem maiores detalhes, a Ford mostrou, estático, o futuro Ka. Tecnologicamente muito evoluído, deixa de utilizar uma anciliaria mecânica, a plataforma do Fiesta – base do atual Ka e do finado Courier – dá um salto, e assume a atual. A Ford Brasil desfruta de peculiaridade: produção concomitante de plataformas de três gerações de Fiesta: a do Ka, a do Fiesta baiano, e a do novo Fiesta, feito em São Bernardo do Campo, SP.
Terá duas versões, hatch, mostrado, e sedã, em testes, e sua inclusão na lista de produtos deve causar mudança curiosa: o Ka não será mais o carro de entrada da marca. Esta posição deve ser ocupada pelo Fiesta feito em Camaçari, Ba, com compressão em equipamentos e preços. Em preços, acima o Ka e, superior a este, o Novo Fiesta.
Apresentação factóide, para gerar notícia, divulgação, e esperar que clientes interessados em carros deste segmento esperem seu lançamento, a ser anunciado em 2014.
Mudanças serão: dimensões – é mais amplo, tem um jeito de Logan, Versa, aproveitamento da plataforma para fazer carro amplo internamente e adequado a compradores emergentes; posicionamento – deixa de ser versão de entrada, a dita Sub Sub, e se transforma em Compacto. A Ford sairá do segmento, porém no Brasil deixará que ele se esgote com o Fiesta baiano, dito Fiesta Rocam; motorização – versão de entrada deve ser tracionada pelo novo motor de três cilindros, a ser produzido na fábrica ora em instalação incentivada em Camaçari. Diz a empresa em seu curto dizer, nada mudará. Com otimismo pode-se entender, o atual Ka não caiu, mas passeia à beira do telhado.
Mercedes acelera projeto picape

O projeto de produzir a nova geração de utilitários/vans Vito em sua fábrica argentina, nas beiradas de Buenos Aires, foi acelerado em quase um ano, para meados de 2015. A direção da Mercedes decidiu dinamizar providências, baseada, possivelmente, nos mesmos mapas e projeções analisados pela PSA e que levaram à decisão de mudar plataforma e motorização no Mercosul (leia a notícia). Em resumo, crescimento sub equatorial contra congelamento e queda das operações europeias. Olharam, também, os mapas de venda do picape Amarok da Volkswagen, sub família de único membro, que não vende como pretendido, mas dá lucros, palavra sensibilizante. Philipp Schiemer, presidente da Mercedes no Brasil é confesso admirador da idéia.

Picape ?

Coluna obteve a informação, confirmou-a, mas em outubro, em amenidades no Teatro Colón, Buenos Aires, o articulado presidente da empresa na Argentina, disse nada haver. Entretanto, diretor da marca no Brasil, maior mercado para o novo produto, confirmou a informação da Coluna: a Mercedes desenvolve um picape, baseado na plataforma do Vito, motor dianteiro longitudinal, tração nas 4 rodas. Única diferença será a cabine, totalmente diferente, adequada ao uso específico. A produção do Vito não afetará a do irmão maior Sprinter, mas dinamiza e implementa a pioneira fábrica Mercedes na Argentina.

Por lembrar, picape para a Mercedes argentina não é novidade. Teve-as ao início da década de ’70.

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Vito. Argentino em 2014, pai do picape (foto Argentina Autoblog)

PSA avisa: novos plataforma e motor 3 cilindros no Mercosul

Capitalismo é capitalismo. Lucro é Lucro. Capital não tem compromissos nem pátria.
Frases ouvidas milhares de vezes, especialmente no tema, quando sai de produção algum automóvel agradável, mas de vendas inferiores ao patamar desejado por seu fabricante.
A notícia abaixo se enquadra no mesmo parâmetro. Mercados sul americanos sempre tiveram produtos defasados ou, mais recentemente, rotulados ironicamente como Versão Mercosul, misturas ou soluções não existentes em seus mercados de consumidores exigentes, para esticar a vida de produtos já antigos. Exemplo típico e recente da PSA, holding de Peugeot e Citroën marca, empurrar bolso abaixo dos consumidores a caixa automática espartana e superada em suas quatro velocidades, comprometendo o bem arrumado Peugeot 408. Apenas recém trocou pela de seis.

Novo passo

Lista de produtos atualizada, exceto pelo degrau inferior na transição para os motores turbo alimentados. Entretanto, novidades demarrarão da França e chegarão ao Brasil. A PSA acaba de anunciar fazer nova plataforma e novo motor em sua operação Mercosul. Plataforma definida para El Palomar, Argentina, no lugar do 207 ora descontinuado. Motor, local indefinido, Argentina ou Brasil. A plataforma, dita EMP2  – a grosso modo Plataforma Modular Eficiente – é produto do ajuste entre a PSA e a GM, aplicável a veículos com motor dianteiro transversal, para tração dianteira ou nas quatro rodas, e se diferencia da atual, empregada no Peugeot 308 e no Citroën C3, por permitir grande modularidade em largura, comprimento e entre eixos, e ser 70 kg mais leve por uso de novas ligas de aço, alumínio e ligas de magnésio.

Aqui equipará a segunda geração de Citroëns C3, Aircross, C4.

Novo caminho

O motor é de 3 cilindros e faz parte do salve-se quem puder que hoje toca o horror para todos os fabricantes extra BRICS, com queda de vendas, lucros, ameaças de pouco futuro.  No Brasil segue o pioneirismo da Volkswagen que o aplica no Fox e o fará em grande volume para o UP!. O PSA terá cilindrada variada a partir de 1.000 cm3, 16 válvulas, injeção direta e turbo, soma a permitir potência entre 110 e 130 cv, e substituir seus atuais motores 1.5 e 1.6. Um pouco mais de pressão no turbo, terá potência de 2.0.
Seguimos o modelo estrangeiro de buscar menor consumo e emissões e, com isto, os motores tem diminuído em volume e cilindrada. Três cilindros é o caminho para os primeiros segmentos do mercado, a ser seguido pela Ford. Fiat e Renault indefinidos, Hyundai não assume, mas é o seu 1.000 no HB20.
Chama-se EB Turbo Pure Tech. Na França, produção em março. Comunicado de imprensa diz “será vantagem superlativa para a expansão do Grupo em nível mundial”.
Nova plataforma e novo motor marcarão a segunda edição de Peugeots 208 e 308, e Citroëns C3, C4 e DS3.
Significam, mais que uma plataforma e um motor, o mercado sul americano, por lucrativo e futuroso, há que ser bem atendido.
Falamos para produtos no Salão do Automóvel de SP, outubro 2014. Capital não vê geografia…

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A nova plataforma EMB2 da PSA

Roda-a-Roda

Especial – Magnata da petroquímica, hindu comandando negócios a partir de Dubai, Cheerag Arya, 32, assume estar longe da nossa realidade, e encomendou um Ferrari à Ferrari. Especial, único, leva seu nome: Ferrari SP Arya.

Fácil – Algumas dezenas de desenhos e propostas e caminho final: plataforma do 599 GTO, e muito trabalho aerodinâmico – grandes tomadas frontais de ar, outras menores, sobre os para lamas traseiros, faróis menores, coisas fáceis, de decoração, personalizam exclusivo automóvel.

Quanto ? – Arya tem outros destes animais de Modena: F 40, Enzo, 599. A Ferrari, até agora, aceitou apenas 6 encomendas para veículo especial.Quanto ? Bom, se você perguntou, é porque não terá a sétima exceção …

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O SP Arya.  (foto Car News China)

Macan – Novo utilitário esportivo de entrada para a Porsche, o Macan utiliza a plataforma do Audi Q5. Motores justificam preço superior, V6 – do mesmo Cayenne, 3.6, injeção direta, turbo, fazendo 400 cv, ou 355 cv na versão S, transmissão dupla embreagem, 7 marchas.

Onde – Custará, chaves na mão do consumidor dos EUA, us$ 50 mil – o mesmo pedido por sedã Mercedes CLA em preparação AMG. Deve estrear no salão de Los Angeles, dia 23.

Troca-troca – Sergio Marchionne, número 1 da Fiat, deve ter utilizado sua própria história de imigrante criado e bem sucedido nos EUA para fazer importante mudança.

Brimo – Transferiu o afável Saad Chehab, 46, libanês de Beirute, criado em Detroit, líder das marcas Chrysler e Lancia, a um dos desafios do dia: vender 50 mil Maseratis em 2015. Em 2012 vendeu 6 mil, neste ano já 22.500. Será diretor de marketing. Maserati é a marca elevada da Fiat. Ferrari, acima, vende por si própria.

Sinergia – Chehab-bey não é apenas mais um. É um dos ‘o’. Quando Ford, foi observado por Marchionne, convidado a almoço no qual, ao café, havia mudado de marca. É dele o slogan que ajudou a alavancar vendas e lucros para a Chrysler sob comando Fiat: Importado de Detroit.

Passo – A Mercedes anunciou comprará 12% do capital do Beijing Automotive Group – BAIC -, seu sócio chinês na produção de automóveis. Faz parte da abertura econômica chinesa vender ações. Para a Mercedes, vedar acordo com outra marca.

Flex – Efeito demonstração de sua nova etapa no país, a da industrialização, a BMW apresentará seu primeiro automóvel com motor flex, o 320i. Dizem revendedores, potência e torque não se modificaram, produzindo os 184 cv e 27,5 kgmf da versão anterior.

Respeito – Possivelmente a associação de engenheiros alemães bateu pé no auto respeito profissional, e o BMW flex dispensa o tal de tanquinho de gasolina para partidas em dias frios, um breve contra o conceito de engenharia. Tem pré aquecedor do combustível, acionado com a abertura da porta do motorista.

E ? – Já à venda, identificado como Activeflex em plaqueta ao porta malas. Preços começam em R$ 129,950, vão a R$ 143.950 versão GP e R$ 154.950 para Sport GP.

Começo – Apresentação à imprensa em dezembro, em conjunto ao lançamento da pedra fundamental de sua fábrica, no pequeno município catarinense de Araquari, próximo a Joinville. Fábrica terá aproximados 250.000 m2 de construção, empregará diretamente 1.150 pessoas para fazer entre 45 mil e 85 mil veículos/ano. Produto será anunciado à ocasião.

Alconafta – Argentina aumentará e padronizará a adição de álcool na gasolina, saindo de atuais 5 a 7%, para 10 %. Lá a mistura chegou a 15%, decaindo pelo fim da isenção de impostos, com aumento de preço e falha na produção. Corre-se para, quando a presidente Cristina Kirschner reassumir funções, seja das primeiras medidas.

Re call – Tens charmosos e novos Citroën C3, C3 Picasso e Aircross ? Confira nos documentos para ver se o número do chassis está entre EB528618 e EB535745. Estes carros tem defeito de fábrica, permitindo o desmonte da suspensão, tornando o carro indirigível. Se estiver, inspeção imediata nele. Graciosa em toda a rede Citroën. Dúvidas ? 0800 011 8088.

Mercado – O Novo C3 vendeu 3.205 unidades em outubro, mais da metade entre os 6.191 veículos vendidos pela marca mês passado, marcando 2% de participação no mercado. O recém lançado C4 Lounge vendeu 1.211.

Foco – Para a Citroën o mês exibiu crescimento acima da média nacional nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, sinalizando um mercado de potencial mal cuidado.

Aliás – A Nissan passou a Citroën por uma cabeça: vendeu 6.299 no mesmo outubro. Marca acelera, quer brilhar como fabricante a partir do próximo ano, e objetiva em 2015, 5% do mercado – tem menos que a metade atualmente.

Ce finis – Renault Argentina encerrou a produção do Symbol, desenvolvimento para esticar a vida do cansado Clio 2 sedã. No Brasil últimas unidades chegaram em abril, mas algum revendedor ruim de serviço ainda pode ter unidade abandonada em estoque – querendo, é coisa para proposta monetariamente indecorosa.

Diversificação – Depois da impostergável produção do diesel S10 com redução de enxofre, retoma-se o esforço da produção do publicitariamente dito Biodiesel, combustível obtido de óleos vegetais. Oferece melhor lubrificação para a bomba injetora, mas penaliza por acidez, obstada por nossa tecnologia em repeli-la nos motores a álcool. Todos os motores do Ford Cargo são aptos e tratados para consumir a mistura com até 20%, o B20

Mais – A parte Bio tem maior capacidade higroscópica, ou seja, absorve água, exigindo, por isto, melhor filtragem. No caso, da Ford sensor de restrição avisa saturação e exige troca. Hoje o B20 é o limite. As promessas oficiais de independência ao petróleo, em transformar plantadores de mamonas, em xeiques tupiniquins, ficaram no discurso lulista.

Mudança – Canto dos Buritis, no Piauí, para onde alocaram 600 família com tal promessa, não se transformou na Dubai equatorial. Mas, pelo fracasso, talvez mude de nome para Choro dos Buritis. O Biodiesel não se faz com conversinha, custa muito mais que o diesel, e este é o problema que nem você, nem eu, nem nós estamos dispostos a financiar.

Guarda chuva – Mercado em disputa feroz, a Mercedes-Benz quer retomar liderança e utiliza seus argumentos sensibilizantes – qualidade provada, rede capilarizada, marca de responsabilidade, coisa que algumas novatas não conseguem iniciar contestar. Criou Garantia Adicional para caminhões e Sprinter. Na prática, um seguro, sem limite de quilometragem, franquia ou limites de reparos.

Desconto – Reduzir imposto quer dizer reduzir preço final e, por consequência, reduzir o recolhimento de impostos. Certo ? Não. Estudo da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, exibe, diminuir o IPI fomentou vender, recolher outros impostos federais, estaduais e municipais, em superávit superior a R$ 6B.

Equilíbrio – Governos sabem disto. Nossa imposição tributária, quase 50% num automóvel, recolhe muito aos cofres públicos – mas apenas se for vendido. A redução do IPI é para baixar o preço final e induzir às compras.

Leque – Novata no Brasil, a inglesa marca de motos Triumph ampliou  leque de produtos com a Tiger 800. A R$ 35.900,00 é modelo de entrada no segmento Adventure. Motor comum, tri cilíndrico, 799 cm3, 95 cv e 79 Nm. Chassi de aço, resistente, é on e off  Road, com regulagens de suspensão, curso, reatividade, altura do assento …

Futuro – Muitos participantes, muitas demandas, muitos desencontros – porém necessidade comum: todos os 190 países reunidos em Varsóvia, Polônia, no COP 19 devem ajustar conceito comum e legislação para obrigar suas indústrias a cortar emissões de gases com efeito estufa. Documento comum em 2015, vigência em 2020.

Antigos – Por algum fenômeno sociológico, tudo referente ao ator Steve McQueen é disputado a lances de elevada e insuspeitada testosterona. Itens em mãos de terceiros voltam aos telões das hastas e alcançam cifras inexplicáveis.

Quanto ? – Ano passado, o Porsche 911S que carregou uma câmera na feitura do filme Le Mans, foi vendido a us$ 1.375.000 e o macacão Nomex usado por McQueen no mesmo filme, a us$ 984.000 ! Agora, na vez, moto Harley, WLD de 1938, 21.000 milhas – 34.000 km; certificado de origem e caixa de ferramentas. O leilão é da Mecum, em Anaheim, 21 a 23 de novembro.

A fim ?   www.mecum.com

Gente – André Senador, 50, jornalista, reconhecimento. Comunicador do Ano 2013, pela Aberje, associação de comunicação empresarial. Quem do meio sabe o trabalho de resgate para trazer a Volkswagen ao distinto patamar de boa comunicação externa.  É primeiro reconhecimento do projeto mundial da VW, preparar-se em todos os níveis em seu plano de assumir a liderança de vendas.
Carlos Eugênio Dutra, engenheiro mecânico, trabalho.  Exerce com competência planejamento e estratégia de produtos na Fiat, e acumulará com a liderança do Chrysler Group do Brasil. Tipo carrega, afina, toca o piano. Continuará em BH e novo posto permite acertar ou errar muito, pois a grande fábrica em construção em Goiana, PE, terá produto com a mesma base servindo Fiat, Chrysler e Alfa. Comunidade alfista não lhe tem em grande apreço: seu projeto acabou com a marca no Brasil.
N
elson Piquet, tri campeão de Fórmula 1, recuperação. Revisão dos 60 mil km na bomba de óleo.
Joachim Mayer, alemão, VP de Vendas da Mercedes Brasil, diversão.  Em dezembro presidente da Mercedes na Argentina.

Dança, saúde e Henry Ford

Homem de brilho manifesto sobretudo no foco do império que o levou a ser o primeiro bilionário do mundo, Henry Ford tinha peculiaridades, típicas de um executor bem sucedido. Da pesquisa sobre novos processos de manufatura, à logística. De seu tempo como gestor, entre o metal bruto ser arrancado como pedra a se transformar em um motor e ser faturado, levava apenas e inacreditavelmente 4 dias.
Preso à terra, investia em fazendas para formação de jovens agricultores, foi pioneiro na pesquisa da soja como alimento e como material para componentes de automóveis. Entretanto, uma de suas características mais curiosas tenha sido a promoção de danças. Especialmente as do tempo de sua juventude, em torno de 1880/90.
Entendendo que a dança poderia fomentar o convívio social, contratou o melhor casal de dançarinos dos EUA e promovia semanais sessões de dança, reunindo num dos laboratórios de sua empresa, executivos e esposas. Autocrático, quase transformou diretoria e alta gerência num grupo dançarinos de quadrilha – a square dance, que entendia muito melhor que o nascente jazz.
Marcou e deixou referências, construindo um grande salão de bailes em Detroit, onde às quintas feiras promovia, uma espécie de baile oficioso da cidade, por si só uma atração.
Com certeza Henry Ford não conhecia estudos e pesquisas sobre as vantagens advindas da dança para a saúde, mental, muscular, circulatória. Mas. como tudo que fazia à base do palpite, acabava gerando resultados imediatos, e teses e estudos posteriores.
End eletrônico: edita@rnasser.com.br           Fax: 55.61.3225.5511

 


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