Chega ao Brasil o ícone mundial da indústria automotiva: o Mini

Pouco mais de uma semana do lançamento do Smart Fortwo, pela Mercedes Benz, é a vez da BMW do Brasil apresentar outro carro fantástico destinado a um nicho que cresce muito no Brasil: o Mini.

Num mercado nacional de 9.200 unidades por ano, hoje liderado pelo Volkswagen New Beetle com mais de 50% das vendas, o Mini quer abocalhar uma fatia de 6 % desse mercado com a venda de 600 unidades neste primeiro ano.

Tendo como concorrentes principais os Volvo C30, o Chrysler PT Cruiser , O Mercedes Benz B e os próprios Volkswagen New Beetle e Smart Fortwo, entre outros, o Mini tem uma história maravilhosa.

O Mini surgiu em 1959, na Inglaterra, como um carro com um ótimo espaço interno e conceitos moderníssimos para a época, principalmente se levando em conta o seu pequeno tamanho externo. Logo se tornou um sucesso de vendas em toda a Europa e em competições. Venceu várias provas famosas, entre as quais, por várias vezes o difícil e famoso Rally de Monte Carlo, contra carros muito mais potentes, como Porsches e Lancias, etc.

Depois de algumas pequenas mudanças de design e apenas mais luxuoso, em 19XX a falência da Bristish Leyland encerra com a produção do carro mais genial de todos os tempos. Aquirida pela alemã BMW, em 26 de Abril de 2001 a marca coloca em produção uma versão modernizada do Mini: o One.

Logo se tornou outro sucesso e um carro de sonhos de muitos aficionados do antigo modelo. Com um excelente desempenho, muita tecnologia e conforto, o Mini foi ganhando “irmãos”, como o Mini Cooper, o Mini Cooper S, o One D, o Conversivel, etc. Com apenas seis anos de produção, o Mini atinge a incrível marca de um milhão e já está presente em mais de 70 paises.

No Brasil já existia em pequenas quantidades, trazidos por importadores independentes, que não tinham como dar manutenção, garantir peças de reposição e nem dar garantia. Com a importação oficial, inclusive os Minis vendidos de forma independente, terão, pelo menos inicialmente, duas concessionárias (em São Paulo e Curitiba) onde poderão fazer as revisões e adquirir peças e acessórios.
O Mini chega ao Brasil na sua versão mais atualizada, e inicialmente, nas versões Mini Cooper com 120 cavalos, o esportivo Cooper S com 175 cv e a perua Clubman S, também com 175 cavalos.

Design inconfundível

De longe você já reconhece que é um Mini. As linhas são harmoniosas, charmosas e muito esportivas. É completamente impossível passar desapercebido com o modelo. De frente, o destaque é os enormes faróis arredondados e o capô com linhas onduladas. A grade também tem presença marcante e mantem o design do passado. Diferente do primeiro modelo do Mini reestilizado, os faróis agora são presos na carroceria e ao abrir o capô dois enormes buracos ovalados ficam vazios. A grade do radiador e as entradas de ar foram redesenhadas e cumprem uma série de funções de design e desempenho. Há uma diferença estética, além de motor é claro, entre o Cooper e o Cooper S, como o entrelaçado da grade e as aberturas de ar no capô.

Na traseira, salta as lanternas e o conjunto traseiro é tão agressivo e bonito, quanto o restante do carro. Ombros mais arredondados e musculosos também chamam a atenção para as linhas horizontais do carro, que formam uma configuração de “cascata”. Esta disposição das seções traseiras individuais faz o carro parecer como se tivesse sido construído passo a passo de baixo para cima e reforça sua força e estabilidade.

No Mini Cooper S se diferencia dos demais modelos por seus escapamentos duplos maiores no meio do saia traseira, sua saída de ar maior e um farol traseiro de neblina em duas partes. O escapamento é cromado simples do Cooper.

O interior é diferenciado de tudo. Assim como o modelo de 1959, o velocímetro é no meio do painel. No console central, abaixo do enorme velocímetro está um ótimo aparelho de som com CD, MP3 e outras possibilidades modernas, os controles do ar condicionado e diversos botões, que comandam os vidros, faróis auxiliares etc. O volante tem excelente empunhadura, diâmetro certo, como convém a um esportivo. Atrás, mantendo o espírito desportivo, tem um conta-giros com outros avisos. O banco em formato de concha, segura muito bem o motorista e passageiro. O acabamento muito bom e bem luxuoso.

Não há uma chave como as tradicionais. Um “chaveiro” redondo de “plastico”, com o emblema do MINI tem os controles para abrir e fechar a porta. Ao entrar o motorista insere o chaveiro num slot atrás do volante e para acionar o motor, deverá ser pressionado um botão start/stop. Esta chave também guarda eletronicamente uma série de preferências do motorista e dos passageiros em termos da configuração do ar condicionado e do sistema de som estéreo, e pode ser encomendada opcionalmente com um sistema de Conforto de Acesso.

A luz ambiente incluída no pacote de luzes é uma oferta exclusiva dentro do setor automotivo e dispõe de diversas tonalidades, conforme o espírito daquele dia do proprietário. O espaço traseiro não é dos maiores, mas abriga bem dois adultos. O porta malas é pequeno e tem capacidade apenas para 160 litros.

Andando

Num rápido teste drive, o Mini demonstra um excelente conjunto, muito estável e dinâmico. O desempenho é muito atraente e dirigi-lo é das coisas mais agradáveis para quem gosta de automóveis bons e rápidos. Cheio de tecnologia embarcada, o carro tem um comportamento muito bom, e graças ao seu espaço entre eixos curto e seu baixo centro deb gravidade, o Mini parece um kart para dirigir. Uma delicia.

O modelo Cooper tem motor aspirado de quatro cilindros, 1,6 litro e 16 válvulas que produz 120 cavalos a 6.000 rpm. Segundo números fornecidos pelo importador, o Cooper aceleração de 0 e 100 km/h ocorre em 9,1 segundos e atinge a velocidade máxima de 203 km/h. O câmbio é manual de seis velocidades.

Já o esportivo Copper S e a perua Clubman têm motor turbo de quatro cilindros com “supercharge”, também de 1,6 litro, que entrega ao motorista 175 cavalos a 5.500 rpm. Com câmbio automático de seis marchas, com a possibilidade de trocas manuais por borboletas atrás do volante, o Cooper S acelera de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos e atinge a velocidade máxima de 225 km/h. Já a Clubman, apesar do seu maior peso, é somente um quilometro por hora mais lenta na velocidade máxima e demora 5 décimos a mais para acelerar até 100 km/h.

Os freios a disco nas quatro rodas são muito competentes e param o carro sem sustos. As rodas são de 15 polegadas no modelo Cooper e de 17 polegadas no S e Clubman.

Preços

Cooper – R$ 92.500,00
Cooper S – R$ 119.500,00
Clubman S – R$ 129.500,00


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