A vez da Chevrolet no encontro do Galleria

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O Opala, grande ícone da indústria automobilística nacional, e outros modelos Chevrolet, como Chevy, Chevette e as famosas picapes da montadora norte-americana, serão os homenageados na edição de outubro do Encontro de Carros Antigos do Galleria Shopping. Promovido pelo Clube V8&Cia, o evento acontecerá no próximo domingo, 27 de outubro, das 8h às 15h.
Promovido no último domingo de cada mês, no estacionamento do piso térreo do Galleria Shopping, o Encontro de Carros Antigos é uma tradição na região de Campinas, atraindo cerca de 300 expositores a cada edição. Uma excelente opção de passeio, que também reúne venda de peças, acessórios, camisetas, bonés, revistas, miniaturas e todo tipo de artigo relacionado ao antigomobilismo.
Além de gerar entretenimento e cultura, o Encontro de Carros Antigos possui cunho social. Para participar, os proprietários de veículos devem levar 1 kg de alimento não-perecível, que será doado para entidades assistenciais de Campinas e região.

 Opala, um marco da indústria automotiva

Símbolo de status, boa posição social e distinção, nos anos 1980 e 1990, o Chevrolet Opala até hoje ainda é reverenciado e tem milhares de admiradores. Derivado do europeu Opel Record, o Opala foi oficialmente lançado no VI Salão do Automóvel em novembro de 1968 e era o destaque, num palco giratório, do estande da General Motors do Brasil. Com apresentações a cada meia hora, as misses de vários Estados do Brasil e o piloto inglês Stirling Moss reverenciavam o modelo e recebiam os visitantes.
A produção começou no dia 19 de novembro de 1968. Com muitos cromados, linhas com vários vínculos e faróis redondos, ao contrário do modelo europeu, que tinha faróis retangulares, o Opala chega ao mercado na versão de quatro portas, os motores de 2,5 litros de quatro cilindros e 3,8 de seis cilindros e duas versões de acabamento: Luxo e Especial (a básica que na época era chamada de Standart).
O curioso dessas enormes motorizações eram as potências. O motor de quatro cilindros produzia apenas 80 cavalos e o de seis cilindros 125 cv. Oitenta cavalos de potência máxima é praticamente o que desenvolve hoje um motor mil. Vindos da matriz nos EUA apesar de já terem utilização aqui, ambos de concepção bem antiquada, os motores eram fabricados com bloco e cabeçote em ferro fundido, comando de válvulas no bloco, acionamento de válvulas por varetas e carburador de corpo único.
O motor de quatro cilindros, para a época, era modesto. Já o seis cilindros agradou, atingia a máxima de 165 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em 13 segundos. Era o carro mais veloz daquela época. Em ambos, os câmbios eram de três marchas. A tração era traseira, a suspensão dianteira independente com braços sobreposto e atrás eixo rígido, e a grande novidade eram os pneus sem câmara.
Em 1970, chegaria o modelo esportivo, para aquela época. Com motor de 4.100 cc, ficou famoso como 4.100 seis canecos. A potência pulava para 140 cavalos e ganhava um câmbio de quatro marchas no assoalho e outros melhoramentos. A velocidade chegava a impressionantes 180 km/h. Em setembro de 1971, era apresentado o coupé de duas portas.
Todos os anos foram apresentadas novidades. Para se ter uma ideia, o modelo 1973 ganhava nova grade, bancos reclináveis e ar condicionado externo como opcional. E em 1974 um câmbio automático de três marchas.
Logo chegaram concorrentes de peso, como o Maverick V8. Em 1975 a primeira reestilização e a chegada da versão mais luxuosa, o Comodoro, e a perua Caravan, que estava prevista desde 1969, mas foi adiada para a GMB se concentrar no desenvolvimento do Chevette. O carro ficou muito mais bonito, moderno e, apesar do design seguir o anterior, com menos vincos e linhas mais harmoniosas.
Em 1976 chegava o mais emocionante dos Opalas: o 250 S. O mesmo motor de 4.100 cc chegava agora a 170 cavalos, velocidade máxima de 200 km/h e fazia 10 segundos de 0 a 100 km/h. Tudo no Opala ia melhorando, conforto, silêncio interno, suspensão, freios e motor. Os anos faziam bem para o modelo e a GMB investia dignamente na evolução de seu carro mais conceituado. Em 1979, além de novos carburadores, era a vez do que seria o carro mais luxuoso e requintado do Brasil: o Diplomata.
Em 1980, nova reestilização e o carro ganha linhas belas, motores mais potentes e versões a álcool para os modelos de quatro cilindros. Em 1983 chegava o câmbio de cinco marchas, e no ano seguinte, o motor seis cilindros ganhava também a versão a álcool. O acabamento Diplomata chegava à Caravan em 1986, que passou a ser o carro mais caro do mercado nacional. O modelo Diplomata tinha luxos que nunca se tinha visto num carro nacional, painel completo e detalhe de grande luxo.
Mesmo com uma nova pequena reestilização em 1988, o Opala começou a sentir o peso dos anos e de adversários, menores é bem verdade, mas com apelo mais moderno, motorizações mais modernas e mais econômicas. O VW Santana e o Chevrolet Monza se mostravam implacáveis, deixando um segmento pequeno do mercado para o Opala. Praticamente só sobrava o de carros de alto luxo, para um mercado de pessoas com um pouco mais de idade e, nas versões mais básicas, os órgãos do governo.
Em 1992, sob protesto e após 21 anos de produção, a General Motors do Brasil encerra a produção do Opala e começa a do Chevrolet Omega, que também se tornaria um brutal sucesso da marca. Ao todo, quase um milhão de Opalas produzidos e uma história de sucesso que é mantida até hoje por milhares de apaixonados em todo o país.


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