Alerta para amortecedores recondicionados

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Quebras inesperadas e acidentes podem ocorrer com o uso de peças recondicionadas. Encontradas facilmente no mercado e com preços bem atrativos, não atendem às especificações técnicas genuínas, aos padrões de qualidade e, portanto, devem ser evitadas. No caso dos amortecedores, o alerta se faz ainda mais necessário, pois o componente está diretamente atrelado à segurança veicular.

O equipamento é responsável por manter o contato permanente dos pneus com o solo, garantindo a estabilidade e a boa dirigibilidade. A Monroe informa que não existe prazo e nem quilometragem padrão para a troca de amortecedores. A fabricante aconselha a revisão das condições da peça quando o veículo atingir aproximadamente 40 mil quilômetros rodados e, após este período, a realização de checagens periódicas ou, ainda, conforme orientação da montadora. A inspeção do equipamento também é recomendada quando o motorista notar problemas de dirigibilidade, independentemente da quilometragem do veículo. Ruídos na suspensão, solavancos, balanços excessivos, falta de contato dos pneus com o solo são alguns dos principais sinais de desgaste

Para Juliano Caretta, coordenador de Treinamento Técnico da Monroe, o recondicionamento é uma espécie de reforma que pode maquiar itens comprometidos. As peças reaproveitadas não passam pelos mesmos processos de fabricação e qualidade adotados pela fabricante ou autorizadas.

Além de comprometer o desempenho operacional e, consequentemente, a segurança, o recondicionamento não oferece garantias ao consumidor. A recomendação é adquirir somente peças homologadas pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e exigir o certificado de garantia e a nota fiscal de compra.


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