Coluna “Andando de Carro” 19.07.2020

Muito forte

Antônio Fraga | ACidadeON Campinas | ACidadeON Campinas
19/7/2020
A nova Ferrari SF90 Stradale conta com quatro motores e mais de mil cavalos de potência. (Foto: Divulgação)
A Ferrari SF90 Stradale é o primeiro modelo híbrido plug-in da marca italiana de carros super esporte. (Foto: Divulgação)

A Ferrari SF90 Stradale é o primeiro modelo híbrido plug-in da marca italiana de carros super esporte. O motor bi turbo de quatro litros, V8, e 780 cavalos se une agora aos três motores elétricos que juntos depositam mais 220 cavalos. Com mil cavalos, o SF90 acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 2,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 340 quilômetros por hora.

Uma raridade, o modelo Ariya é quase igual ao protótipo apresentado no ano passado. (Foto: Divulgação)

Muito moderno

A Nissan apresentou oficialmente para todo o planeta o Ariya, o primeiro carro lançado após o imbróglio mal contado e a saída humilhante de Carlos Ghosn do comando da Nissan. Este também é o primeiro dos dez lançamentos que a marca japonesa promete em 20 meses.

O modelo 100% elétrico que agora ganha as ruas é praticamente igual ao que foi mostrado inicialmente no Salão de Tóquio, em 2019. Além disso, esta é a nova identidade visual que a marca japonesa vai adotar para todos os seus novos modelos.

A nova plataforma que será dividida pela Renault, Mitsubishi e Nissan tem as baterias no assoalho. Com quase cinco metros, é maior que o outro SUV da marca, o Qashqai, e tem muito bom espaço interno.

As linhas muito modernas lembram um coupê, faróis esguios e grade totalmente fechada em formato de “V”. As rodas são de 19 ou 20 polegadas.

Por dentro, muita modernidade, mas sem adereços. Todos os comandos são sensíveis ao toque e duas grandes telas passam as informações.

Quando começarem as vendas, o cliente poderá optar por duas opções elétricas na versão de tração dianteira: 217 cv e 300 Nm ou 242 cv e 300 Nm. A autonomia prometida é de até 500 quilômetros. Já a versão com tração integral e-4ORCE, com um motor em cada um dos eixos, pode desenvolver 340 cavalos ou 394 cavalos. A marca confirma a velocidade máxima de 200 quilômetros por hora e aceleração de 0 a 100 km/h em 5,1 segundos.

Além de muito veloz e belo, o novo Porsche 911 Turbo é uma referência há 45 anos. (Foto: Divulgação)

Novo 911 

A alemã Porsche ainda não confirmou a data, mas depois dos novos 911 Coupé e o Cabriolet, prepara o lançamento do 911 Turbo. O novo modelo é mais largo, tem novo capô, faróis em Led e maior aerofólio. O modelo fica abaixo do Turbo S.

O novo modelo conta com inovações no chassi e nos eixos dianteiro e traseiro. O controle da tração integral consegue agora transferir mais força para as rodas dianteiras. Aliás, o 911 está calçado com rodas traseira de 21 polegadas com pneus 315/30 e na dianteira com rodas de 20 polegadas e pneus 255/35.

O motor é um boxer de três litros, seis cilindros e 580 cavalos e 750 Nm de torque. O câmbio é de oito velocidades. O modelo acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 2,8 segundos e chega à velocidade máxima de 320 quilômetros por hora.

Mais Porsche

A Porsche Brasil comemorou, no último dia 15, cinco anos da criação da subsidiária da marca na América Latina. Antes era uma importação independente, feita pelo grupo Stuttgart. O primeiro modelo a ser importado pela Porsche Brasil foi nada menos que o espetacular 911 GT3. Nesses cinco anos a marca entregou mais de 7.200 veículos e ampliou a rede de concessionários.

Em 2015, havia revendedores em seis cidades (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Ribeirão Preto). Nos anos seguintes, foram abertos Porsche Centers em Recife, Campinas, Florianópolis e Belo Horizonte. E até o fim de 2020 está prevista as aberturas de três novos concessionários.

Apoio total

Acontece de 20 a 24 de julho a II Semana de Diversidade e Inclusão. Promovido pela Ford Motor Company Brasil, o evento terá palestras virtuais abertas ao público para debater importantes pautas como racismo, equidade de gênero e as dificuldades enfrentadas pela comunidade LGBTI+ e pessoas com deficiência. As atividades fazem parte da 1ª Semana de Diversidade e Inclusão Global, promovida pela Ford em todos os países em que a marca está presente com fábricas e escritórios.

Como elementos fundamentais da cultura da empresa, a diversidade e a inclusão são representadas no Brasil por cinco Grupos de Afinidade: Equidade de Gênero; Pessoas com Deficiência; Raça; LGBTI+; e Gerações. Criados a partir de pesquisas e indicadores internos sobre a realidade local, esses grupos são formados por cerca de 100 funcionários e suas discussões ajudam a definir as ações da área de Recursos Humanos.

O português Carlos Tavares será o comandante da quarta força da indústria automotiva. (Foto: Divulgação)

Quarta força 

Já tem nome a nova empresa que une a PSA Group (Peugeot e Citroen) e a FCA – Fiat Chrysler Automobiles:
Stellantis. A palavra Stello significa “iluminar com estrelas”.

O nome se inspira nesse novo e ambicioso alinhamento de marcas automotivas que, ao se unirem, estão criando a quarta força mundial da indústria.

O processo de identificação do novo nome começou logo após o anúncio do Acordo de Combinação assinado no ano passado.

A conclusão do projeto de fusão é esperada para ocorrer no primeiro trimestre de 2021, sujeita às condições habituais de fechamento, incluindo a aprovação pelos acionistas de ambas as empresas em suas respectivas Assembleias Gerais Extraordinárias e a satisfação de análises antitruste e outros requisitos regulatórios. O chefão da Stellantis será o português Carlos Tavares.

Até hoje o Jeep é reconhecido pela sua tradicional grade com sete aberturas e a valentia. (Foto: Divulgação)

Verdadeiro offroad

Há 75 anos, em 17 de julho de 1945, nascia o primeiro veículo civil da Jeep, o CJ-2A. Com apenas 215 unidades produzidas, o modelo também foi o primeiro a exibir grade dianteira com sete fendas, marca registrada dos veículos da marca até hoje. O CJ-2A não teve uma vida tão longa: sua produção durou quatro anos e terminou em 1949. No entanto sua importância histórica é enorme e ele acabou dando origem à família CJ (abreviação de civilian jeep Jeep civil), que seguiu até a década de 1980 e cuja tradição continua viva até hoje no Wrangler e na Gladiator.

Um BMW avaliado em mais de seis milhões de reais movimentou a polícia portuguesa (Foto: Divulgação)

Mistério maravilhoso 

Um caso espetacular aconteceu na semana passada em Portugal. Uma raríssima BMW 328 da década de 30 foi roubada numa das casas de um conhecido colecionador de automóveis, em Pontes do Lima, no norte do país. O dono da relíquia – apenas 400 carros foram produzidos pela marca alemã – deu parte à PSP polícia portuguesa. Até o Automovel Clube de Portugal, através do seu departamento de Carros Clássicos, divulgou o roubo do automóvel.

Depois de muitas investigações, a polícia descobriu o BMW 328, avaliado em mais de seis milhões de reais, bem estacionado na garagem em outra casa do proprietário na capital, Lisboa.

Segundo autoridades, ainda persiste o mistério de como o carro chegou tão longe de onde foi “roubado”, mas não descarta que nunca tenha sido realmente “roubado”. É que os membros de uma rica família portuguesa estão brigando pela divisão de bens.

Sucesso desde o seu lançamento, a R80 G/S está comemorando 40 anos . (Foto: Divulgação)

Muita maturidade

Quem também está celebrando é a BMW. A motocicleta GS está comemorando 40 anos.

O modelo R 80/GS foi lançado na França no outono europeu de 1980 e foi a primeira offroad da marca. Graças a sua combinação estrada, cidade e offroad, tornou-se um sucesso.

A primeira R80 G/S tinha um motor que desenvolvia 50 cv a 6.500 rpm de potência máxima e atingia um pico de torque de 5,7 kgfm a 4.000 giros. Ela atingia 180 quilômetros por hora de velocidade máxima e seu tanque de 20 litros permitia uma autonomia que girava em torno de 400 quilômetros. Os freios eram Brembo a disco de 260mm de diâmetro na frente e 200mm. O garfo dianteiro oferecia curso de 200mm ante os 170mm na traseira.

Logo no ano seguinte o modelo disputou e ganhou o Paris-Dakar, com o piloto francês Hubert Auriol.

Curiosidade: G/S é a abreviatura de Gelände Strasse, que significa campo e estrada, ou uso misto.

Na compra de um modelo da Volkswagen, o consumidor ganha o tag. (Foto: Divulgação)

Bom incentivo 

Com o objetivo de agradar os seus consumidores, a Volkswagen do Brasil está presenteando com o Sem Parar os compradores dos modelos novos do Nivus, Polo, Virtus, Jetta, T-Cross, Tiguan e Amarok. A isenção é somente na mensalidade. O bônus é por três meses após a compra, depois disso o cliente opta se quer ou não continuar com o tag. Além de passar direto pelos pedágios, o motorista pode abastecer, estacionar e até lavar o carro. Essas despesas são por conta do proprietário do carro.

Estava demorando

O preço médio da gasolina comum no Brasil subiu 3,33% na primeira quinzena de julho em comparação com a média do mês de junho, segundo levantamento feito pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas. Nos primeiros 15 dias do mês, o preço médio do combustível no país foi de R$ 4,276 por litro. No mês anterior, o valor médio cobrado nos postos do país foi de R$ 4,14.

O aumento reflete a paulatina retomada das atividades econômicas em algumas regiões do país, especialmente em São Paulo, onde o combustível subiu 2,81% na quinzena, chegando a R$ 4,012. Amazonas foi o único Estado a registrar queda no valor da gasolina (-1,44%) na primeira quinzena de julho. O Acre teve o maior aumento no preço no período (5,4%).

A Hydra-Glide de 1949 trouxe os primeiros garfos dianteiros hidráulicos para a Harley-Davidson. (Foto: Divulgação)

Mais uma história

Não há nada como passar por uma lombada em uma motocicleta sem suspensão traseira, mas também não há nada que pareça tão puramente elementar quanto um quadro hardtail. Como disse, certa vez, Louis Netz, vice-presidente de estilo aposentado da Harley-Davidson: “acho que o atrativo do visual hardtail é a simplicidade, e esse tipo de motocicleta carrega a conotação de ‘rebeldia’. Mas a pilotagem delas é complicada, especialmente em altas velocidades, nas estradas erradas.” Essa relação desconfortável entre estilo e conforto remonta um longo caminho.

A forma moderna das motocicletas com que estamos familiarizados hoje foi desenvolvida na década de 1880 e serviu como uma base na qual muitos dos primeiros fabricantes, incluindo William Harley e Arthur Davidson, construíram as primeiras unidades. Apesar de não serem realmente feitas com base neles, as primeiras motocicletas Harley-Davidson® compartilhavam mais do que algumas semelhanças com os designs de quadros das motocicletas contemporâneas. Isso incluía a “suspensão”, ou melhor, a falta dela.

Mesmo que as estradas do início do século XX fossem, muitas vezes, duras a ponto de serem perigosas, os primeiros designs de quadros para motociclistas proporcionavam conforto ao motociclista com pouco mais do que um banco de bicicleta montado sobre uma mola, que tinha apenas cerca de meia polegada de comprimento. Quanto a articular a suspensão na parte dianteira ou traseira do chassi, os motociclistas teriam que esperar um pouco por isso.

Para o modelo ano 1907, a H-D ofereceu seu primeiro garfo dianteiro com “amortecimento”, que usava duas molas espirais. Às vezes chamado de arranjo de “ligação principal”, a parte suspensa do garfo se fixava a um balancim, que, por sua vez, conectava-se ao cabeçote do quadro. Pelos padrões de hoje, isso ainda era bastante rudimentar, mas, para os primeiros motociclistas, era um passo em uma direção melhor.
O design do garfo dianteiro da mola passou por várias mudanças nas décadas seguintes. Com o tempo, o nome “springer” (já que a palavra “spring” significa “mola” em inglês) veio para evocar um design dianteiro clássico para motocicletas.

Os assentos com conforto aprimorado foram aclamados em 1912, com o “assento totalmente flutuante”, que continha um espigão de selim que se apoiava em duas molas. De acordo com um panfleto de venda de motocicletas de 1913, a busca por alternativas era exaustiva, relatando que “após experimentos cuidadosos com amortecedores, espigões de mola, spankers, trava-tranco etc., todos foram descartados”.

A próxima grande rodada de melhorias notáveis para a suspensão da Big Twin só veio após a Segunda Guerra Mundial. Naquela época, amortecedores hidráulicos eram corriqueiros em automóveis. Os amortecedores hidráulicos funcionam ao amortecerem a ação de uma mola espiral inserida dentro de dois tubos telescópicos com óleo para manter o contato da roda com o solo.

O modelo ano 1949 trouxe os primeiros garfos dianteiros hidráulicos para a linha Harley-Davidson. Na tradição do design H-D, a nova dianteira tinha estilo único e recebeu um nome chamativo. O novo garfo dianteiro Hydra-Glide foi essencial para os esforços de marketing, com apelos como “Para os melhores momentos de sua vida Tire férias em companhia do Hydra-Glide”.

A suspensão traseira hidráulica veio para as Big Twins no modelo Duo Glide de 1958, a “emoção mais suave sobre rodas”. As estradas e rodovias no pós-guerra eram da melhor qualidade e permitiam viagens mais tranquilas. Isso, por sua vez, levou a motores de motocicleta mais potentes. Os motociclistas poderiam ir mais longe e mais rápido do que nunca, valorizando o conforto durante toda a jornada.

A configuração básica da Duo Glide com amortecedores traseiros duplos montados externamente entre o quadro e o braço da suspensão permanece em muitos modelos da Harley-Davidson nos dias atuais. Ainda assim, enquanto alguns motociclistas optavam por maior conforto, alguns ainda preferiam os quadros de estilo antigo, com extremidades traseiras rígidas (ou hardtail), muitas vezes feitas com estruturas envelhecidas.

Em 1976, um engenheiro do Missouri, chamado Bill Davis, mostrou seu quadro “Subamortecedor” ao estilista Willie G. Davidson e outros profissionais na Motor Company. Davis projetou seus próprios quadros customizados para encaixar amortecedores duplos embaixo do assento. Em uma versão alternativa, colocou amortecedores duplos debaixo da transmissão, tirando-os totalmente de vista. Isso permitiu que a motocicleta tivesse uma suspensão total, mas, ainda assim, mantendo o visual de um quadro hardtail.

A Harley-Davidson, finalmente, comprou os direitos do projeto e, depois de algum desenvolvimento adicional para a colocação de subtransmissão de amortecedores duplos de ação reversa, o modelo FXST Softail® 1984 nasceu. O sucesso foi imediato e a Softail gerou uma nova plataforma de motocicletas H-D®. As Softails chegaram a receber o garfo dianteiro “springer” revitalizado em 1988, somando ao visual já clássico.

A suspensão ajustável a ar veio para os amortecedores traseiros na linha 1985 das motocicletas H-D Touring. Isso permitiu que o motociclista ajustasse a pré-carga, o que significa que a quantidade de deslocamento da suspensão poderia ser facilmente modificada com base na preferência do motociclista.

Para o modelo do ano de 2018, a família Softail foi renovada, como resultado do maior projeto de desenvolvimento de produtos da história da empresa. Entre as principais mudanças estava a adoção de uma suspensão traseira monoamortecida, localizada abaixo do assento. A capacidade de ajuste do motociclista passou a ser a mais fácil de todas e nenhum dos estilos clássicos foi sacrificado.

A evolução dos sistemas de suspensão da Harley-Davidson já percorreu um longo caminho desde os primórdios das motocicletas motorizadas, todas sem spankers quaisquer que fossem elas.


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