Coluna “De carro por aí” – Roberto Nasser

Nasser
Coluna1414 02.Abril.2014

Atualização. O novo motor dos Volkswagen

Outro passo evolutivo nos motores Volkswagen no Brasil, o novo 1,6 dito MSI, da família EA 211. É a mesma do carismático 1.0, equipamento do recém lançado up!, e sua caracterização maior é adequar-se aos novos tempos de menores peso – no caso 15 kg, uns 15%, adelgaçado de 105 para 90 kg -, consumo e emissões.

Se rotulado mix tecnológico entre o 1,6 da família EA 111, bloco de ferro, e as conquistas praticadas no tri cilíndrico EA 211 do up!, com toda a unidade em alumínio, impõe-se resumir a similaridade ao volume, 1.598 cm3, e às medidas de diâmetro – 76,5 – e curso – 88,9 mm. E só. É outro bicho mecânico.

Mais

Motores são construídos em famílias para padronizar e resumir ao mínimo a variedade de máquinas aplicadas em seu fabrico. Assim, a filosofia mecânica do 3 cilindros foi replicada no policilíndrico: mesma distância entre os centro dos cilindros, virabrequim com metade dos contrapesos, mancais de apoio mais finos para reduzir material, bielas mais leves, duplo comando, 4 válvulas por cilindro, válvulas com diâmetro idêntico.  Curiosidade, epicurismo termo dinâmico, duas temperaturas no motor: uma para o bloco, maior, para afinar o óleo lubrificante e reduzir o arrasto das peças móveis, outra para o cabeçote. Neste, a invenção da Volkswagen, atração questionadora para a hora da recuperação: os comandos de válvulas são montados aos pedaços dentro dos mancais do cabeçote. Parte em eixos e parte em excêntricos, se firmam por diferença de temperatura. Mas desmontar, nunca mais. Á hora da retífica dos cames, troca-se o cabeçote.

No caso do motor tri cilíndrico, as engrenagens dos comandos são ovalizadas para distencionar a correia dentada e aumentar sua vida. No quatro cilindros o conceito é aplicado à única polia do virabrequim.

Coletor de admissão em plástico. O de escape lembra a solução da admissão dos antigos motores BF 161 Willys: fundido no cabeçote. No caso, em nome do rápido aquecimento. Solução pode parecer curiosa no Brasil, mas em países com legislação severa o rápido aquecer do cabeçote reduz emissões. Catalizador vai agregado. Variador de abertura para as válvulas de admissão. Radiador para resfriar o óleo lubrificante do motor.

O novo engenho inicia seu caminho equipando as versões mais caras das famílias VW, como Gol Rallye e Saveiro Cross, de modelia 2015 apresentada junto com o motor. Projeta-se, até o final do ano os motores antigos EA 111 deixarão de ser produzidos.

Curiosidade

Na ficha técnica os dados de maior provocação, potência e torque, instigarão re leitura. Motor anterior produzia 101 cv queimando gasálcool e 104 cv operando com álcool. Atual, 110 cv e 120 cv. Torque, 15,4 e 15,6 mkgf, e 15,8 e 16,8 mkgf.

Parece desproporcional. Muitas modificações, poucos ganhos: 9 cv para o motor operando com gasálcool e 16 cv com álcool. Duplo comando de válvulas, abertura variável, taxa de compressão elevada de 11,5:1 para 12,5:1, coletor de admissão sem rugosidade, redução de pesos e atritos, as diferenças deste motor, em teórico princípio deveriam render maiores potência e torque.

Desnecessário enfatizar pois sinal de respeito, motores novos para funcionar a álcool dispensam o anacrônico tanquinho de gasolina. Novo sistema pré aquece o combustível vegetal, dispensando a injeção de gasolina.

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EA 211 atualiza motores VW

Pé na porta, Golf a R$ 66.990

2014 mercado de automóveis será profissionalizante. Exigirá artes e ofícios para não deixar vendas e resultados cair. Do varejo interno instado pelo receio psicológico ante as notícias de má gestão do governo federal, perda de controle, inflação, e os grandes feriados, Copa do Mundo, eleições, redução de exportações à Argentina, nossa maior cliente. Ano de tira teima, após década ascendente e o 2013 com perda pequena.

Porque profissionalizante ? Simples, diretor e gerente comercial sem produzir vendas serão aconselhados por áreas de recursos humanos a buscar outra profissão.

Do caso

A Volkswagen enfrenta a queda da vendas do Gol, somando o fim da versão G4, barrada no baile por incapacidade de receber os legais ABS e almofadas de ar,  e o lançamento do bom up!, e não pode deixar seu mercado desabar. Por isto abriu nova frente: Golf alemão, 1.4, turbo, 16 válvulas, injeção direta, 140 cv e 25,5 mkgf de torque entre 1.500 e 3.500 rpm, responsáveis por sua disposição em acelerar, ou apenas andar em baixas rotações, e baixo consumo. Opção de câmbio mecânico com 6 velocidades ou DSG, automatizado, com duas embreagens, e 7 marchas. Segurança em nível europeu, 7 bolsas de ar, controles eletrônicos para estabilidade, tração, e o recurso economizador e não poluente Start-Stop – que desliga o motor nas paradas do trânsito. Suspensão traseira de qualidade, com quatro barras, rodas em liga leve.

Interior preto, em tecido. A versão é a Comfortline e há pacotes opcionais Elegance e Exclusive.

Rico em equipamentos de série, bem feito, prazeroso ao dirigir, multi ganhador – mais de 20 prêmios mundiais -, na prática mete o pé na porta, chuta o pau da barraca ao oferecer um automóvel importado, construído com competência mecânica alemã, a preço competitivo a nacionais defasados em tecnologia.

O mercado promete iniciar escrever uma nova página neste comparativo.
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Golf Comfortline, alemão a preço de nacional

Roda-a-Roda

Argumento – Nova referência para vendas – ao lado de consumo e emissões poluentes -, o Audi A3 Sedan foi aprovado pelo estadunidense Instituto de Segurança nas Estradas, e mereceu o carimbo de Top Safety Pick+, como dos mais seguros à venda naquele país.

Mais – Bem acertado, espaçoso internamente, agradável aos olhos, o Fiat Grand Siena foi surpresa em vendas à própria Fiat. Para manter atrativo sobre o carro, retocou o interior, aplicou pisca de repetidor automático, tem alarme e espelho retrovisor direito inclinando para baixo com o engatar da marcha a ré, forrou o porta malas. Motores 1.4 e 1.6, preços entre R$ 41 mil e R$ 50 mil.

De novo – Para manter novidades e opções, linha de picapes Ranger re incorporou a versão Sport. Cabine simples, motor 2.5 flex, 173 cv, decoração própria, santantônio, rodas leves de 17”. Direção hidráulica, ar condicionado, confortos eletrônicos em som, comandos no volante. Não concorrerá com picapes pequenos ao custar R$ 68 mil.

Ecologia – Pirelli aplicará R$ 500M em sua fábrica de pneus, em Campinas, SP, entre 2014-2018. Renovará máquinas, algumas com décadas de uso, quando montada pela Dunlop, de quem comprou, e tecnologias. Aumentará produção a pneus verdes – de menor resistência à rolagem, freando consumo de combustível.

Tecnologia – BMW elétrico, o i3, anda por S. Paulo. Testes de resistência e operações a lançamento no 2º. Semestre. Projeto lembra o do Mercedes Classe A, primeira versão, com plataforma em dois planos: o compartimento de passageiros sobre outra com a mecânica.

Como – Usa bateria à base de íons de lítio, motor elétrico com 170 cv e apenas 50 kg, pesa aproximados 1.200 kg, autonomia máxima em 200 km, e motor de motocicleta da marca, 650 cm3 e 34 cv para tocar o gerador.

Mais – Na corrida para objetivo indefinido pelo governo, Renault marca espaço. Acordou-se com a Itaipu Binacional, politicamente um bastião do PT, fornecerá 20 unidades de seu modelo Zoe. A usina move o Programa Veículo Elétrico.

Segurança – Ante o problema com a GM, demorando anos para fazer re call de chave de ignição, causando danos e mortes, e frente a multa aplicada à Toyota por problemas com acelerador, dois senadores estadunidenses Ed Markey e Richard Blumenthal, apresentaram projeto de lei para garantir acesso público aos comunicados entre fabricantes, importadores e os órgãos públicos.

Prevenção – Crê Blumenthal, ex procurador do governo, a medida ajudará a evitar delongas entre as partes, agilizando soluções.

Solução – Colher água de chuva nos telhados para uso posterior é boa postura. O mundo agradece. Mas estudantes da Universidade do México melhoraram o passo ecológico: criaram o sistema Pluvia.

Na prática – Pequenas turbinas, com 5 cm de diâmetro e 25 de comprimento, colocadas nos tubos, aproveitam a passagem d’água, geram energia para carregar baterias de 12v, para alimentar lâmpadas LED e pequenos equipamentos. A água é filtrada em carvão e sai apta a consumo.

Futuro – Gente comum não é capaz de imaginar o entrosamento entre a Internet e a vida normal. A Bosch projeta e se prepara a conectar os veículos em rede, muito mais que navegar.

Caminho – Desde o para brisas expondo dados do deslocamento e visão ampliada do caminho, iPhones e Smartphones integrados ao veículo, utilizando a tela do automóvel tornando aplicativos mais fáceis e seguros.

Assim – Usar internet no automóvel dispensando o celular; conectar a mecânica à eletrônica, permitindo, por exemplo, veículo se prepare para reta, subida ou descida próxima, poupando ou gerando energia, com economia de até 15% em combustível.

Argumento – A conectividade, projeta a Bosch, oferece desde prévio localizar uma vaga, escolher combinação de modais de transporte para o deslocamento; organizar o trânsito e – diz -, reduzir mortes em 90%.

TurismoBatendo pernas e sacolas de compras na avenida Champs Elisées, Paris?  Pare no 42, prédio institucional da Citroën. Lá, veículos exclusivos da marca para conquistas no setor. De carro com lagartas para travessia no deserto, ao conceito C4 Cactus, mostrado no Salão de Genebra. Oito representantes do atrevimento Citroën.

Divisão – Corridas são importante promotor de vendas. A Citroën disputará o WTCC, campeonato mundial da FIA em circuito, abrindo a temporada no Marrocos, 12 e 13 abril. A prima Peugeot irá ao Rallye Dakar, 10 mil km largando e chegando na Casa Rosada, Buenos Aires – e Chile e Bolívia – com 2008 DKR.

De volta – Enquanto alinhava retorno ao definidor mercado dos EUA, a Alfa Romeo, sem produtos – apenas MiTo e Giulietta –, esportivo 4C, de vendas contadas, inicia campanha institucional mundial como Safety Car do campeonato de carros de turismo representando os fabricantes, o WTCC. 12 provas, maciço interesse e divulgação. Parece, voltou, cautelosa e perifericamente, ao cenário de vida e glórias.

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Alfa 4C, Safety Car. Divulgação

Conta – Estatística da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, etccc, Abraciclo, diz, 25% dos motociclistas são mulheres. Em acidentes, 8% as envolve. Homens, 75% deste universo, estão em 92%.

Volta – Austríaca KTM, de motos sob curioso rótulo Premium em aplicação off road, voltará ao Brasil pelas providências da Dafra, montadora multi marca instalada em Manaus. Operação CKD – importação de peças com montagem local, incluindo versões Street, em 200 e 390 cm3. 2015.

Re call – Parafusos dos eixos de balancins das válvulas do motor motivam chamamento a reparos nas motos Honda CB 500F e 500R. Problemas farão o motor parar. Para conferir 0800 701 3432,  www.honda.com.br/recall/motos, e no Ministério da Justiça – http://portal.mj.gov.br/recall.

Comemoração – União Renault e Nissan festeja 15 anos, expansão de vendas, produtos, marcas. Hoje Renault, Nissan, Renault Samsung, Infiniti, Venucia, Dacia, Datsun e Lada, mais sociedade com chinesa Dongeng.

Exemplo – Acordo insólito contornou exemplos negativos, diferencia-se por não ser fusão, mas compra de ações de uma pela outra, e o resgate tido impossível da então quase falida Nissan. Ajudou muito o manejo de afiado alfanje por Carlos Ghosn, vice presidente da Renault transferindo-se ao Japão, alterou costumes, tradições, e salvou a companhia.

Caminho – A Honeywell produzirá no Brasil turbos com geometria variável de terceira geração para motores diesel leves – picapes e vans -, destinados a veículos locais e da América Latina.

Futuro – É pioneira no Brasil, equipou o pioneiro Uno Turbo 1.4, e os Gol 1.0, os mais potentes do mundo. Turbo é caminho para otimizar motores, diminuir tamanho, peso, consumo, emissões. 70 mil/ano – 20% sobre produção atual.

 

 

Gente –

Roberto Cortes, presidente e CEO da MAN Latin America, prêmio: Personalidade Brasil Alemanha. Primeiro brasileiro a presidir uma operação do Grupo VW na América do Sul, integrar a diretoria mundial de veículos comerciais e o board da MAN.
De turma. Preparando-se para operar fábrica em Rezende, RJ, Nissan forma time. Roberto Delgado, novo VP regional de Administração e Finanças da América Latina (LATAM).
Kazunori Nakajima, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento. Ficará em São José dos Pinhais, Pr.
Shingo Mukaida, diretor de Motores e Manufatura.
Maria Eugênia Santiago diretora de Comunicação Corporativa América Latina.
Do México olhará América Latina e Brasil.

edita@rnasser.com.br 


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