Coluna “Vamos nos divertir?” – por chico lelis

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Surpresa! É um up! TSi

Lá vai você, no Volkswagen up! estrada afora. De repente, anos luz lá atrás, surge aquele farol de LED, com o motorista estressado, dando sinal para você sair da frente. Claro que deve sair, o cara anda mais que o seu up!. Você sai para a direita, reduz para a terceira marcha e “pimba”, afunda o pé direito. O carro dá um gentil “coice” e o motor entrega seu poderoso torque, fazendo a velocidade subir rapidamente. Daí, o dono dos LEDs percebe que vai ter que lutar bravamente, para ultrapassar o pequeno carro amarelo que ousa desafiar o seu poderoso carrão com mais de 200 cavalos.

Ele acelera, você acelera (sorte que não tem radar naquele trecho) e por algum tempo segue lado a lado pela rodovia. Você olha pro lado e vê a cara de surpresa do motorista do “premium”, já estamos acima da permitida (não revelo qual aqui, para não excitar o prefeito Hadad a me multar), quando o cara balança a cabeça afirmativamente a acaba com a brincadeira pisando pra valer e indo embora, enquanto você tira o pé e volta aos 120 km/h permitidos.

Lá adiante, no posto de serviços, você avista o motorista do “premium”. Por coincidência, um lugar ao lado do carro dele que, sorridente, pergunta: o que é isso ai?

Numa linguagem simples você responde, é a nova versão do up!, a TSi, com motor turbo, de 105 cv e torque de 16.8 m.kgf (com etanol), que surge a partir de 1.500 rpm. Com este motor flex, você explica, ele faz de 0 a 100 km/h em apenas 9.1s e chega aos 184 km/h de final (Informações, não confirmadas pela Volkswagen dão conta que, em testes realizados pelo fabricante do turbo, a máxima ultrapassou os 200 km/h. Então podemos dizer que os 184 km/h  do up! TSi são limitados eletronicamente, tal e qual as super máquinas, na Europa, a 250 km/h, né?).

Demonstrando conhecer do assunto, disse que, com aquela potência e torque, empurrando menos de uma tonelada (951 kg para ser exato)  mas, mesmo assim, surpreso que a performance do up! 1.0 TSi. Agora dá para entender! E perguntou sobre a ergonomia, admirando-se por você, com quase 2 metros de altura e algo acima dos 90 kg, sair de dentro do carro sem dificuldades.

 

cross up! TSI (10)

Surpresa mesmo

 

Mas não apenas motoristas de carros mais potentes se admiram com a performance desta nova versão do up! com motor TSi. Quem o “pilota” também tem lá suas surpresas com o seu torque. Bobeou, sai cantando pneu no pedágio e, dificilmente, “perde” uma disputa para ver quem chega primeiro aos 120 km, incluindo aqueles que passam pela praça com o “sem parar”, já a 40 km/h (é claro que isso se deve ao fato de você estar pensando numa “disputa” e os demais não). Mas é divertido e legal, pois você para de acelerar no limite da estrada.

Ele canta pneu mas você não perde o controle, graças ao M-ABS, freio com a função de reduzir o escorregar das rodas durante situações como essas, com o carro saindo da inércia. Ele também age em curvas acentuadas, controlando o torque do motor.

Ele aparece em todas as versões, como acontece com o MSR. Com ele, as rodas não escorregam quando em pisos de baixo atrito. Por sua vez, o GMA diminui as chances do carro sair girando quando enfrentar pisos com diferente níveis de atrito. O câmbio é manua, de cinco velocidades.

São cinco as versões deste foguetinho, todas com a mesma motorização 1.0 TSi de 105 cv e torque de 16.8 m.kgf, cujos p´reços variam entre R$ 43.490, para a move up! TSi, passando pela cross up!, 47.030; high up! R$ 48.040;  up!; black/white/red up!, R$ 48.690 e o topo, speed up!, por R$ 49.990. O que chama a atenção em todos é a tampá do porta malas, em preto, e a pequena sigla TSi, ao lado direito, tal e qual se encontra no Tiguam, Jetta, Golf e outros modelos da Volkswagen.

E os semáforos inteligentes?

Outro dia ouvi, no rádio, que apenas um radar em Sampa faturou mais de R$ 4 milhões (isto mesmo, mais de quatro milhões de reais) em multas por ano. É o rei da multa na cidade. Existem dezenas, centenas, milhares (?) de outros espalhados pela cidade, multando a torto e a direito quem não respeita as regras. E não há o que discutir quanto a isso: burlou a regra, MULTA!. Mas não dá para entender porque, com tanta grana angariada pelos radares, a CET, leia-se Prefeitura Municipal de São Paulo, não investe também em outro eletrônico para ajudar os trânsito: semáforos inteligentes. Já que o nosso prefeito topete gosta tanto de se espelhar em grandes cidades do mundo, por que ele não faz, como Buenos Aires, por exemplo, onde grande avenidas têm avisos luminosos apontando a velocidade a ser determinada, para que o motorista atravesse toda a vida, sem para uma vez sequer. “Mantenha 50 km/h, mantenha 60 km/h” dizem as placas portenhas. E você não para nos cruzamentos.

Também poderia, o nosso sábio prefeito, mandar colocar alertas antes de pontes e viadutos nas nossas marginais (alguém consegue andar a 50 km/h sem dormir?) para fazer parar caminhões que estão com altura acima dos seus vãos, né? Mas isto ele não faz, porque facilitaria a vida dos motoristas e não é essa a sua intenção. Nunca!

 

YelllowSubmarine

 

Corrida de submarino. Já viu?

Longe se vai o tempo em que podíamos assistir a uma “Corrida de Submarino”.

Era uma época em que a violência ou não existia, ou a nossa hoje pobre e despreparada Polícia era eficiente. Mas era ótimo assistir as corridas. Lá na Baixada, a plateia se “aboletava” na praia do José Menino, na divisa de Santos com São Vicente, em praias do Guarujá ou mesmo na Praia Grande. Aqui em Sampa,  com o nome de “Corrida de Disco Voador”, o lugar preferido para se ver os ovnis correrem era na praça do Por do Sol, na zona Oeste, mas certamente não era pista única lá do alto da praça. Pode ser que os jovens que estão lendo – será que eles lêem esta minha coluna? – este texto nunca tenham ouvido falar em “Corrida de Submarino”. Então, lá vai a definição mais simples: a gente pegava o carro do papai, passava na casa da namorada, que às vezes levava uma amiga com o namorado, e ia para a pista. No caso do litoral, parávamos o carro na areia da praia, de frente para o mar e assistíamos as corridas. Não dava para ver direito – nem de fora, nem de dentro – porque os vidros do carro ficavam muito embaçados (usem sua imaginação para saber o motivo) e eles só eram abertos se uma patrulhinha da Guarda Civil (um Fusca preto e branco com uma sirene e luz vermelha) passava dando fim à corrida. Nunca se soube de nenhuma abordagem por parte de meliantes e nem mesmo uma detenção por parte dos homens da lei. Na verdade, no Itararé, eles só apareciam quando acionados por uma moradora – provavelmente invejosa das meninas – que ligava para a Polícia e dizia que os carros estavam cheios de gente “fazendo coisas”. Se ela não ligava, a “Corrida de Submarino” durava horas e horas o que dificultava o desembaçamento dos vidros, já que naqueles tempos, anos 60, Fuscas, DKWs, Gordinis Simcas e outros, não tinham ar condicionado. Sabem, naquele tempo não existiam motéis. Imaginem estas “corridas” nos dias de hoje. Eram dezenas de carros parados, na maior tranquilidade, porque não aconteciam assaltos. Era só paz e amor. Muito amor. Os bandidos hoje fariam uma “festa” daquelas, promovendo um arrastão inimaginável. Um detalhe final, nunca vimos o submarino ganhou a corrida.


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