Cuidados com manutenção podem garantir viagens tranquilas

Roteiro de viagem e malas prontas para curtir as férias de verão. Mas, antes de pegar a estrada é necessário fazer um check-up geral no carro, principalmente nos veículos usados habitualmente em centros urbanos, que não estão acostumados a situações adversas como: longos percursos, horas de estradas e congestionamentos, trechos de terra e serra.
Alinhamento da direção, balanceamento das rodas, freios, faróis, palhetas, sistema de injeção e ignição, além da bateria são alguns itens que devem ser vistos antes de sair de casa. Outro fator que o motorista deve levar em consideração é a oficina que realizará esse serviço. “As novas tecnol ogias automotivas exigem que as oficinas estejam preparadas para fazer o correto diagnóstico da falha e reparo dos veículos”, afirma Daniel Lovizaro, engenheiro de Assistência Técnica da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch Brasil.
Com isso, as oficinas devem contar com equipamentos de teste e de diagnose capazes de fazer uma análise completa de todo o sistema eletrônico do veículo. “Além de auxiliar o reparador no correto diagnóstico, esses equipamentos oferecem informações que auxiliam na manutenção, já que trazem dados específicos do veículo, que são determinados pelo fabricante”, esclarece Lovizaro.
“Por isso é importante levar o carro em uma oficina de confiança e que tenham equipamentos de teste adequados. Dessa forma, é possível garantir que o serviço será realizado com qualidade e segurança”, ressalta.

Itens a serem revisados:

Palhetas
Recomenda-se que a substituição das palhetas seja realizada pelo menos uma vez por ano ou ao serem observadas as seguintes condições no para-brisa: formação de faixas e riscos, ruído ou trepidação, formação de névoa e falhas na limpeza; e nas palhetas: lâmina quebradiça, torta ou rasgada.
 Ao substituir as palhetas é importante verificar a condição do motor do limpador, se o esguichador está desobstruído e corretamente posicionado e ainda conferir as condições do braço limpador.
 Para manter as palhetas em boas condições de uso, a Bosch, por exemplo, orienta que no momento da lavagem do carro a limpeza das lâminas de borracha seja realizada somente com um pano umedecido em água, nunca com querosene ou outros produtos químicos.

Filtros

Quando em bom estado de conservação os filtros de óleo, ar, combustível ajudam a reduzir o consumo de combustível e o nível de emissão de poluentes. Já os filtros de cabine purificam o ar que circula internamente no veículo, reduzindo a concentração de partículas de pó e contaminantes do ar do ar aspirado da atmosfera.
Realizar a manutenção preventiva e, sempre que necessário, efetuar a troca dos filtros evita danos à injeção eletrônica, assim como nos demais sistemas e peças do motor. A recomendação é que a troca destes componentes seja feita sempre em intervalos sugeridos no manual do fabricante do veículo.

Velas
 Abasteça em postos de combustível de confiança. Combustíveis adulterados ou de procedência duvidosa encurtam a vida útil destes componentes e podem provocar, entre outros problemas, superaquecimento das peças e carbonização.
Troque as velas de ignição periodicamente, conforme a recomendação do fabricante. Na troca das velas, o mecânico deve consultar o manual do veículo ou a tabela de aplicação disponível em autopeças e oficinas mecânicas, para verificar qual é o modelo correto para o motor daquele veículo.

Cabos

Ao levar o carro no mecânico para a verificação do estado das velas, recomenda-se que sejam observadas também as condições dos cabos de ignição, que são os responsáveis por conduzir a corrente elétrica de alta tensão produzida na bobina de ignição às velas do motor.
Um cabo de ignição danificado pode gerar problemas de interferências eletromagnéticas e/ou fuga de corrente, causando falhas no motor, consumo excessivo de combustível e problemas no catalisador.
Os cabos de ignição devem ser testados e revisados a cada 15 mil quilômetros, evitando assim problemas com o sistema de ignição.

Sonda Lambda

Componente do sistema de injeção eletrônica, a sonda lambda tem a função de medir a quantidade de oxigênio dos gases que saem do escapamento. Em perfeitas condições, emite sinais eletrônicos para que a unidade de comando determine o volume exato de injeção de combustível, podendo gerar uma economia de até 15%, além de proporcionar maior potência ao motor; proteção ao meio ambiente e maior vida útil do catalisador.

A durabilidade deste componente é grande quando o veículo apresenta condições de manutenção favoráveis e quando é abastecido com combustível de qualidade. Mas, para garantir seu bom funcionamento, é necessário uma revisão a cada 30 mil km. Uma sonda lambda defeituosa não informa os dados corretamente e todo o sistema de injeção eletrônica perde a eficiência.

Freios
A recomendação é verificar o sistema de freios a cada cinco mil quilômetros, quando serão inspecionados visualmente todos os componentes do sistema de freio. Esta verificação indicará a necessidade de substituição dos componentes, o que garante maior segurança e um menor custo na manutenção do sistema.
Na hora de substituir o fluido de freio é importante levar em consideração a especificação correta para cada tipo de veículo. Por isso, a orientação é sempre seguir as especificações do manual do proprietário do veículo. A aplicação de um fluido não adequado pode reduzir a eficiência da frenagem ou mesmo danificar o sistema, colocando em risco a segurança.
Em caso de viagem, é recomendável que a revisão do sistema de freios seja feita com no mínimo duas semanas de antecedência, tendo em vista o período de assentamento do material de atrito e acomodação do sistema, evitando, neste período, freadas bruscas e em altas velocidades.

Correias Sincronizadoras
A principal função desta peça, também conhecida como correia dentada, é proporcionar o sincronismo de movimento entre o virabrequim e o comando de válvulas, que são os principais eixos do motor.
Quando a correia quebra há interrupção neste sincronismo, o que provoca parada total do veículo, e pode gerar sérios danos ao motor. Na maioria das vezes, os custos para este reparo são superiores do que o valor de uma substituição de correia realizada preventivamente. Desta forma, a Bosch aconselha realizar uma avaliação visual a cada 10 mil quilômetros. É recomendável realizar a troca da correia ao encontrar sinais de desgastes como trincas, ressecamento, contaminação com óleo e dentes rachados. É importante ainda verificar o estado das polias e dos tensionadores, com objetivo de garantir a eficiência da correia e evitar o desgaste precoce da mesma.


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