Emoção e adrenalina marcam início da Expedição


Depois de muita expectativa e de três dias de preparação, na quarta-feira (10 de novembro), foi dada a largada para a Expedição Citroën Aircross. Durante 30 dias, dez expedicionários selecionados pela internet, mais três especialistas convidados (antropóloga, músico e chef de cozinha), vão mostrar para o Brasil histórias, paisagens e detalhes que o próprio Brasil desconhece.

Primeiro dia

Bastante ansiosos para começar os 8 mil quilômetros de jornada, os expedicionários foram recepcionados com festa na fábrica da PSA Peugeot Citroën, em Porto Real. Receberam os cumprimentos de executivos do grupo e conheceram cinco dos oito funcionários da empresa que se revezarão em quatro trechos para participar da aventura.
Os primeiros a cruzar a faixa da largada foram Matheus Croco e Carol Emboava, que ocupam o carro número um da expedição. Na seqüência, passaram Gustavo e Thais, no carro dois; Maíra e Rafael, no três; Eduardo e Lika (Liegi), no veículo número quatro e, por fim, Dalton e Luciana, no cinco. Os três especialistas da viagem – Dalton, Valéria e Gabriel – saíram logo atrás, no carro seis. Outros 14 carros com equipe de apoio, produção, fotógrafos e cinegrafistas completavam o comboio.
A caminho da Ilha do Araújo, em Paraty, primeiro destino do grupo, os expedicionários fizeram uma rápida parada na concessionária Saint Germain, na Barra da Tijuca (Rio de Janeiro). Receberam as boas-vindas do presidente da Citroën no Brasil, Ivan Ségal, e do presidente da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes. Foi o momento também para uma conversa com os jornalistas e uma refeição rápida para a continuação da viagem. Em Paraty, os expedicionários foram recebidos com muita chuva, o que não os impediu de fazer uma pequena trilha à noite na charmosa Ilha do Araújo.

Segundo dia

O segundo dia da Expedição Aircross rendeu por uns dois ou três. Foi tanto conteúdo que é difícil acreditar que tudo aconteceu em 24 horas. A idéia inicial era dividir os expedicionários em dois grupos – Guty, Tatá, Rafa e Lika iriam surfar nas praias do Litoral Norte de São Paulo, enquanto Cajal, Croco, Carol, Lu, Maíra e Dú acompanhariam uma pescaria de rede com os moradores locais.
Mas aí surgiu uma questão não planejada – por questões ideológicas, Croco não participaria da pescaria. Foi então que, imediatamente, surgiu um terceiro roteiro. Apaixonada por trekking, Carol Emboava, liderou o grupo número três numa caminhada pela ilha, o que significa necessariamente passar pelas varandas ou até mesmo embaixo das casas dos moradores. Os especialistas Gabriel e Dalton logo se juntaram ao grupo e fizeram seus companheiros se divertirem muito com excelente humor.
Após a pescaria, ainda surgiu uma nova programação na ilha – conhecer Dona Ieda, famosa moradora local, que fabrica farinha de mandioca há mais de 40 anos. Na pequena casa, construída pelos próprios moradores, tomaram um cafezinho e provaram um pouco da farinha, feita de maneira artesanal na “Casa de Farinha”. No alto de sua simplicidade, Dona Ieda falou sobre os costumes de sua época: as cantigas de roda, as festas típicas, o jeito de namorar, os pratos mais comuns. Uma verdadeira viagem no tempo.
Enquanto isso, Guty, Rafa, Lika e Tatá percorriam o Litoral Norte do Estado em busca de boas ondas, mas infelizmente o mar não estava pra surfe – o vento forte na direção errada não colaborou com nossos expedicionários. Tanto é que o que o fotógrafo profissional da expedição, Theo Ribeiro, só conseguiu pegar um momento de Tatá em pé na prancha. Isso foi na Praia de Itamambuca.
No final da tarde, todo mundo se encontrou na supercharmosa Pousada Sambaqui, na Praia da Juréia, onde já estava preparado um jantar dos deuses, regado de coloridas caipirinhas. (Sim, os expedicionários tiveram permissão pra beber).  Depois, aproveitando o clima de luau (sem lua e com chuva) sentaram-se em roda para curtir um som e jogar conversa fora.

Terceiro dia

Mais uma vez, o grupo caiu da cama cedo nessa expedição. Às 6h30, já estava todo mundo nos carros, prontos para encarar os mais de 500 quilômetros que separam São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, à Iporanga, ao sul do Estado, na região do Vale do Ribeira, onde fica boa parte dos acessos às cavernas do Petar – Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira.
Embora praticamente o dia todo tenha se baseado no deslocamento entre esses dois pontos, as experiências foram intensas para os expedicionários. Em Ilha Comprida, por exemplo, percorreram um dos trechos mais emocionantes até o momento – 40 quilômetros de areia, colocando os Aircross em uma boa coreografia emoldurada pelo mar.
Após uma rápida passagem por Cananéia, uma das primeiras cidades do Brasil (há registros conflitantes a respeito de sua fundação – em Portugal, consideram a data de 1502, aqui, fala-se em 1531), os expedicionários chegaram à Pousada das Cavernas, em Iporanga. No local, cercado de densa vegetação nativa, ficamos sem comunicação com o mundo externo. Nada de sinal de celular ou internet. Mas isso também não fez falta. Os aventureiros provaram o saboroso cocktail de ostras feito pelo chef Dalton com ostras fresquinhas compradas em Cananéia (confiram receita no blog) e tiveram tempo de sobra para conversar e se preparar para as atividades do dia seguinte.

Quarto dia

Pelos posts dos expedicionários é possível perceber que a opinião é unânime: o quarto dia foi o mais emocionante até o momento. Mas isso, é claro, porque a brincadeira está apenas começando. Muitos outros melhores dias virão pela frente.
Para as atividades, mais uma vez o grupo teve que se separar. Lika, Maíra, Tatá e Guty, partiram ao lado dos especialistas Valéria e Dalton para Ivaporundava, comunidade quilombola no Vale do Ribeira, enquanto Rafa, Croco, Lu, Carol, Cajal e Dú seguiram para a caverna Alambari, uma das mais visitadas da região. Na caverna, os expedicionários já foram recebidos com uma surpresa – logo na entrada, havia um filhote de cobra Jararacuçu à espreita dos visitantes. Foi uma ótima oportunidade para o biólogo Croco e Eduardo (médico que acompanha a expedição) darem uma aula sobre esses répteis e que se deve fazer em caso de picada de cobra. A pequena visitante não assustou nem um pouco os aventureiros, que seguiram em frente na caverna até ficarem com água gelada até o pescoço. Como já estavam completamente molhados, saindo de lá, escolheram fazer um outro programa com água – cascading (descida com cordas) na cachoeira Araponga, com 60 metros de altura. Pura adrenalina.
O grupo que foi conhecer o Quilombo também não se arrependeu. Além de ouvir toda a história da formação da comunidade, puderam interagir com os moradores e rolou até um a partida de futebol com o pessoal local. Terminado o passeio, Lika e Maíra saíram de bike pelas montanhas de Iporanga, enquanto o restante o grupo curtiu a piscina de água natural e sauna do hotel.Para finalizar o dia melhor dos astrais, à noite, sentaram-se ao redor da fogueira para curtir o som de dois violeiros locais – os Irmãos Iporanga – e do super bem humorado músico da expedição, Gabriel Levy.
Para acompanhar o dia a dia da Expedição Aircross, ver os posts dos expedicionários, fotos, receitas e muito mais, basta acessar www.expedicaoaircross.com.br.


Deprecated: Directive 'track_errors' is deprecated in Unknown on line 0