Fiat Uno Mille Fire: o melhor custo-benefício do mercado nacional

Por uma infinidade de vezes já foi anunciado o seu fim, mas ele continua firme e forte entre os carros mais vendidos do Brasil. Depois de 20 anos, ainda ganhou uma polêmica renovada no seu design. Porém uma coisa é certa: o Fiat Uno Mille continua agradando e sendo uma das melhores opções de compra entre os carros mais baratos. Inclusive, é o mais barato.

Um dado curioso do mercado brasileiro, é que entra ano sai ano, entra modelos novos cada vez mais bonitos e sofisticados e carros com mais de 20 anos estão entre os mais vendidos: Volkswagen Gol, Volkswagen Santana e Uno Mille. E para coroar essa estatística temos a Volkswagen Kombi, com cinqüenta anos.

Quando foi lançado no Brasil em 1984, o Uno com motor 1.3 litro, foi apelidado de bota ortopédica pela sua frente em forma de cunha e a traseira com corte reto. Em muito pouco tempo, se tornou um dos carros preferidos pelo consumidor nacional. Ainda hoje, depois de tantos anos, o Fiat Uno surpreende pelo espaço interno, economia e manutenção fácil e barata. O “novo” Fiat Uno Mille Fire teve alterações no design que ainda estão dividindo as opiniões, mas que já estão sendo bem assimiladas pelos consumidores. A maior polêmica fica com a frente do carro, onde uma enorme grade, bem ao estilo Fiat Doblò, invade o pára-choques e toma conta da maior parte da dianteira. Os faróis numa peça única, pisca e farol, são retos e mais bonitos. O capô também ganhou novo design. Atrás, ao contrário da frente, as mudanças foram mais sutis. Ficou inclusive mais bonito e moderno do que quando surgiu, em 1984. A placa desceu para o pára-choques e a tampa ficou mais limpa. As lanternas ganharam novas cores, eliminando o laranja do pisca, que agora é branco. Por dentro, o bom espaço interno permanece e quase nada foi alterado. Mas foi eliminado todo e qualquer item que pudesse elevar seu custo, até o revestimento da tampa do porta-malas. Mais espartano, impossível. Os bancos com novos tecidos e texturas são confortáveis, mas simples. O painel agora traz o fundo grafite e tem o mínimo necessário: velocímetro, marcador de combustível e hodômetro digital. O console central é cinza, o que destoa do restante do interior do carro. Para compensar, finalmente o modelo ganhou a tão desejada direção hidráulica, que juntamente com o ar condicionado, vidros e travas elétricas, fazem parte do pacote de opcionais. Bom de andar Por ser um carro tão básico, o Fiat Uno Mille Fire continua surpreendendo ao rodar. Tanto na cidade como na estrada, ele é confortável (se levando em conta a sua proposta), estável, econômico e tem um desempenho bem honesto. Mesmo com a economia de materiais fonoacústicos, o carro é silencioso. O motor Fire, de 1.0 litro, produz 65 cavalos de potência máxima a 6.000 rotações por minuto. O mesmo do Palio.  Antigamente, no modelo anterior, ele havia sido lesado em 10 cavalos, por uma razão lógica: como o Uno é bem mais leve que o Palio, poderia deixava o seu irmão mais novo numa situação difícil. Agora, como filho de mãe justa, foi devolvidos os 10 cavalos e o modelo supera o irmão. Durante os testes de velocidade, o Uno Fire atingiu 153 com gasolina e 155 com alcool e acelerou de 0 a 100 km/h em 14,7 segundos com gasolina e 14,3 com alcool. Ou seja, o modelo apresentou números que superam alguns dos seus concorrentes do segmento, mesmo mais potentes.  Na cidade, onde melhor se encaixa e por ter o torque máximo de 9,2 kgf a 2.500 rpm, ele é muito espertinho e ágil. Mas a nota mais relevante vai para a economia de combustível: na cidade, com gasolina, o modelo consome 14,1 km/l e na estrada, a 100 km/h, 19,1 km/l. Já com álcool e nas mesmas condições, faz 10 km/litro na cidade e 13,9 km/litro na estrada. São números surpreendentes e que fazem diferença.

A verdade é que pelo andar da carruagem, ou melhor, do Uno Mille Fire, ele ainda vai continuar muitos anos no mercado, com consumidores fiéis, conquistando novos fãs e dividindo paixões. É sem dúvida, com muito mais modernidade, o Fusca da atualidade.


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