Para Negrão, as provas de rua são um “bem necessário”

 

Embora com apenas 24 anos e um dos mais jovens do grid da Stock Car, Xandinho Negrão já correu tanto em palcos tradicionais, como o lendário e charmoso do Principado de Mônaco, quanto em traçados poucos conhecidos quanto o urbano de Bucareste, capital da Romênia.  Por isso deve levar vantagem na prova de rua de Ribeirão Preto. “Acho que talvez só o Ricardo Zonta tenha corrido em mais pistas de rua do que eu”, desconfia o piloto da Equipe Medley, que vai ao interior paulista com o propósito de começar a arrancada na classificação geral. Atualmente, Xandinho ocupa a 14ª posição com 13 pontos, somente cinco a menos que Lico Kaesemodel, o 10º colocado.

Foi em Salvador, o primeiro circuito de rua da história da Stock Car e incluído no calendário em 2009, que Xandinho conquistou o seu melhor resultado no ano passado. Mesmo largando em 10º, o piloto campineiro terminou em 5º, graças a uma corrida agressiva aliada à perfeita estratégia da organização comandada pelo diretor-técnico Andreas Mattheis – que comemoraria a vitória pelas mãos e pés de Cacá Bueno. “É mais legal pilotar nas ruas do que em pistas convencionais. A concentração tem de ser permanente, porque os muros estão sempre próximos, e o desgaste físico e mental é sempre elevado. Além disso, ainda que um bom carro faça a diferença, o trabalho do piloto fica mais evidente”, descreve.

Fã incondicional dos circuitos de rua, Xandinho admite que as corridas podem nem sempre ser as mais emocionantes, dadas as dificuldades de ultrapassagem. “Pode ficar um pouco monótono, sim, se nada de anormal acontecer. Em compensação, os torcedores têm uma proximidade com carros e pilotos que não seria possível em um autódromo”, compara. Xandinho acredita que as corridas de rua são “um bem necessário” e uma tendência cada vez maior na Stock Car. “Não temos autódromos em grande quantidade no Brasil e muitos dos existentes não têm estrutura para abrigar um espetáculo da dimensão da Stock Car. As pistas de rua permitem uma expansão das fronteiras e a busca de um público novo. Por isso, Ribeirão Preto é mais do que bem-vinda ao nosso meio.”

Xandinho, no entanto, está consciente que ruas e avenidas das duas próximas etapas – Salvador vem na sequência da temporada, em meados de agosto – podem representar uma armadilha no caminho daqueles que buscam vaga entre os 10 que decidirão o título nos playoffs das últimas quatro provas. “É fácil cometer um erro em corridas de rua, e a margem para erros está se estreitando cada vez mais para quem ainda não tem uma quantidade de pontos confortável. Vou procurar somar o máximo possível nestas duas corridas porque acredito que muita gente ficará pelo caminho. Se tudo der certo, espero chegar às últimas provas da fase seletiva com a classificação bem-encaminhada”, conclui.


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