Coluna “De carro por aí” – Roberto Nasser

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Coluna 2713  04.Julho.2013

Fox Blue Motion. O bolo da cereja

Quando vi e depois dirigi o Fox em versão Blue Motion, com o novo motor 1.0 de três cilindros, logo pensei ser o inverso dos critérios de premiação em eventos automobilísticos sérios. Neles a adição de equipamentos ou acessórios aos automóveis antigos tira pontos. Ou, o mais é menos. No caso, raciocínio inverso, tirou-se um cilindro do motor, ganhou-se em tudo.

Do motor, a cereja, a Coluna falou – bem – na semana passada, como o demarrar de um novo caminho, na busca de menor tamanho, volume, peso, grandezas físicas que ajudarão a fazer carros mais racionais daqui para a frente. Falo agora do bolo que contém a cereja.

Gosto da imagem. Para apresentar o motor-cereja a Volkswagen precisava algo coerente, mais identificado com novidade. Este pacote em sua linha é o Fox, projeto nacional para enormes pretensões de transformar o Brasil no maior fornecedor do carro mais barato da Volkswagen em todo o mundo. Não deu, será o UP!.

A versão Blue Motion, com tratamento especial para conseguir melhor rendimento energético integra a coerência do negócio. O automóvel tem, desde cuidados de aerodinâmica, pneus de menor área de contato e menor resistência à rolagem, até o câmbio com relação mais multiplicada, mais longa.

O motor apresentado é o novo 3 cilindros, 999 cm3 de deslocamento, 12 válvulas com abertura variável nas de admissão, 75 cv a gasálcool e 82 a álcool hidratado – alcoolizado é o mais potente na renca dos 1.0. Começa em regime suave, para fazer presença e alavancar vendas – os ecologistas não deram muita bola à versão anterior -, treinando fornecedores, linha de produção, público consumidor e rede assistencial para o princípio de 2014, quando chegar o UP!, o menor e mais barato dos VW, demandando produção volumosa, o Fusca do século 21. É identificado como EA 211.

Moderno, criação exclusiva, alinha-se no que suas concorrentes já produzem, Ford, por exemplo, testa o seu e desenvolve fornecedores. O raciocínio é simples: busca-se a redução de emissões e de consumo. É a condição externa. A interna, reduzir custos em produtos, gentes e processos. Daí um motor de três cilindros deve custar no mínimo ¼ menos que um motor com quatro cilindros. Assim, por regra de três, um novo caminho será o melhor caminho.

É atual exclusividade, mas no mercado brasileiro há outros três: Smart, o Kia Picanto dividindo com o Hyundai HB20. Entre 1956 e 1967, outros: os 900 e 1.000 dos DKW Vemag.

 

A composição do carro é boa e espelha o atual da Volkswagen, de melhorar, atualizar, acertar produtos, torná-los agradáveis em operação, sensações, reduzir consumo. A Volkswagen no Brasil é dirigida por um austríaco, administrador de empresas, 46 anos. Mas age como se fosse um velho mercador libanês, gira em torno do problema para chegar ao centro da solução. O dr Schmall, agora naturalizado, não diz querer reconquistar a liderança de vendas, há muito perdida para a Fiat. Poderia fazer guerra de preços, dar bônus, desmoralizar o mercado, mas vai pelas beiradas: atualiza, melhora os carros, inicia trocar a linha, mantém os lucros crescentes, fica bem na foto dos resultados, apostando ficar melhor.

O acerto do Fox, a aplicação do motor, nele usar partida a frio automática, dispensando aquele tanquinho aparentemente inventado pelo pessoal do controle de custos, que desmoraliza a engenharia mas alegra os contadores de centavos, alguns cuidados internos somam-se ao motor e o resultado é muito bom. O carro por seus aditivos é capaz de economizar mais de 10%. O motor ajuda muito para reduzir isto.

Fiz pequena viagem a partir de Campinas, SP, até o campo de provas da TRW após Limeira. 100 km/hora, sem ligar o ar condicionado, dirigindo com previsão para não ficar atrás de caminhão, nem ser necessário reduzir e acelerar. Na prática, dirigindo como se deve dirigir, com duas pessoas o automóvel fez 22,7 km com um litro de gasolina. Condições favoráveis, concentração, objetivo, indicando resultados sempre superiores aos do motor 1.0 de quatro cilindros podem ser atingidos. Um dos segredos é o torque, em torno de 10 kilos, disponível em 80% aos 2.000 rpm, permitindo ter a caixa de marchas com relação final longa, com o motor girando e consumindo menos.

Respondo à questão comum: é esquisito o ronco do motor ? Não, o EA 211 não deixa o ouvido incomodado procurando mais uma explosão no ciclo. Também para presumíveis vibrações pelo uso de motor com número de cilindros ímpares. Também não as há. O que ele faz e o faz bem, é andar bem, melhor que o 4 cilindros.

A composição do Fox Blue Motion agrada: ar condicionado, direção assistida eletricamente – economizando combustível, bolsas de a frontais, freios a disco frontais com anti travamento, o ABS. Custa R$ 750 – uns 2% – sobre o modelo com o motor 1.0 quatro cilindros, o EA 111. R$ 32.500. O bolo é gostoso.

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Fox Blue Motion, o bolo da cereja com 1.0 em três cilindros

Mitsubishi cresce e lança o ASX

A MMCB, montadora no Brasil dos produtos Mitsubishi, exibe a consequência dos planos e investimentos: inicia construir em Catalão, Go, o crossover ASX, que importava desde 2010. “Estamos muito orgulhosos. É um grande passo da Mitsubishi Motors do Brasil, e não para por aí” diz Robert Rittscher – que apesar do nome é paulistano -, presidente da empresa.

Para entender o significado, basta olhar a linha de produtos da empresa e sua imagem, sempre calcada na valentia dos veículos com tração nas 4 rodas. Projeto de brilho, usa rallies e competições familiares para criar imagem e ligação com a marca.

O ASX é a ponte com o mercado normal, dos veículos de tração nas duas rodas, patamar a ser atingido no próximo ano. Pode-se dizer, o primeiro produto da nova fase de atuação mercadológica. A MMCB encontrou uma furca há algum tempo, entre manter-se como participante de participação crescente, porém pequena, ou investir para crescer e multiplicar. Tomou este caminho, investe sonoros US$ 1,1 bilhão – capital nacional, como a empresa – para ampliar a área construída da fábrica de 93 mil m2 para 247 mil m2, atualizar equipamentos, fazer a produção crescer proporcionalmente, a 85.000 veículos anos, e variar o portfólio de produtos. Ano próximo fará os automóveis Lancer que hoje, para fazer parque circulante, vende no Brasil com a melhor relação preço x conteúdo dentre as marcas japonesas.

Então,

Não é automóvel, mas deste tem confortos e rolagem muito assemelhadas, e não é Utilitário Esportivo. Tem pacote de segurança de elevado nível, incluindo as facilidades eletrônicas para freios, estabilidade, os sistema de tração nas 4 rodas. Não é para arrancar toco ou desatolar caminhão, como o do utilitário Pajero TR4, mas para garantir tração, dirigibilidade e segurança em pisos de pouca aderência.

Projeto atualizado, construção com a mão Mitsubishi sensível na parte estrutural, preocupação co m segurança ativa e passiva – o ASX ganhou tem nota máxima nos testes da estadunidense e a novidade de iniciar a nacionalização do motor de ciclo Otto – flex -, com inicial importação de peças para montagem e incorporação de componentes locais. O engenho é atualizado, bloco e cabeçote em alumínio, 4 cilindros, 16 V, duplo comando com abertura variada de válvulas. Produz 160 cv. A transmissão é harmônica com a proposta, CVT – de polias variáveis, sem consumir combustível e energia como os automáticos e a menor preço que os de duas embreagens.

Quesito preço desafia a lógica: custa aproximadamente o preço do produto anteriormente importado, com um monte de despesas e 35% de imposto de importação. Vai de R$ 84.500 para tração 4×2 manual a R$ 100.000 para 4×4 com CVT.

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ASX. Maioridade da nacional MMCB

Captur, vem aí o atrevido compacto da Renault

Entre reclamações de custos no Brasil e a fala fácil de quem é presidente de uma das maiores produtoras mundiais de automóveis, nasceu em algum São João do Deus Me Livre em Rondônia, criado e trabalho no Rio de Janeiro, Carlos Bittar líder da Aliança Renault-Nissan trouxe duas informações ao mercado nacional: manterá a produção de carros rústicos e de menor preço no Brasil – refinamento na América Latina, será na Argentina, onde monta o coreano Samsung chamando-o de Fluence; e aproveitará a submissão às novas regras industriais chamadas genericamente de Inovar-Auto, para trazer dois produtos importados para temperar a vida dos concessionários. Um, o atrevido Captur. Outro, a versão GT do Megane RS – versão aditivada do hatch não produzido no Mercosul.

A Renault se organizou, parou com os prejuízos, re assumiu a lucratividade quando teve a coragem de focar o Brasil para produzir carros baratos. Salvou-a para a até agora acertada empreita a exumação de uma plataforma antiga, resistente, e que permite fazer com pouco investimento e bons lucros com os carros da família Logan, Sandero e Duster. Deixou para a Argentina fazer os extremos, como o Clio, em fim de linha, e o coreano Samsung, dito Fluence, um bom automóvel, porém tão mal trabalhado em vendas quanto seu antecessor Megane. Curiosamente distante da atualidade de produtos, o Brasil, acredite, é o segundo mercado mais importante para a Renault, seguindo a França, onde tudo começou e onde o mercado europeu vem em queda alarmante.

Novidades

É coisa de luxo. Pequeno, 4,12 m – dois dedos menor que um Jac J3 Turin -, linhas chamativas com a assinatura do novo designer da marca, Laurens van der Akens. Linhas são para chocar a burguesia, pintura em duas cores, teto rebaixando em direção à traseira. Como se baseia na mesma plataforma do novo Clio/Nissan Juke, a motorização é idêntica. Crê-se, para o Brasil venha com pequeno motor de 1.2 litro, sobrealimentado por turbo compressor. Esperto.

A inclusão no programa Inovar-Auto apenas os exime da construção tributária tão a gosto do desvario nacional, de trinta pontos percentuais aplicado sobre o inexplicável Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI. Encara o Imposto de Importação de 35% de imposto todo o custo do carro até chegar ao porto. Não se entusiasme, somando a crise europeia, as liquidações e amplos descontos para vender, e o não pagamento da multa disfarçada sobre o IPI. A considerar o mercado nacional onde se pagam os carros mais caros do mundo, seguirão a toada. O Captur, menor que o Duster, terá preço maior que este, uns R$ 70 mil.

O Megane RS é um hatch mesclando curvas e cortes e tem uma caracterização esportiva muito mais profunda que o Fluence GT, argentino vendido no Brasil. O RS usa motor de quatro cilindros frontal, transversal, 2.0 com turbo, produz 265 cv. O Fluence, 185 cv. Preço ? Negócio para R$ 100.

A cota de 4.800 unidades/ano para cada um dos modelos, dá ar de projeto sério. Está em tratamento, para que cheguem ao Brasil em outubro, como linha 2014.

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Captur. Pequeno, instigante, caro

Roda-a-Roda

Mercado – Preços, lucros e vendas crescentes, a Ford criou picape para aumentar sua liderança no setor. Mantém o apelo dos compradores, diminuindo o motor V8 para V6, mas nos 3.500 cm3 aplicou um turbo, dito EcoBoost. Com isto a potência agrada a qualquer veoitista: 375 cv e camionais 58 kgmf de torque, caixa automática de 6 velocidades, diferencial com sistema anti patinamento e relação curta para valorizar a aceleração.

Sport – Ocupará um nicho – lá nicho é coisa enorme -, o de picapes esportivos, seja lá o que for isto: cabine simples, faixas laterais, emblemas preto e vermelho, interior cuidado em couro e alcantara. O nome é Tremor. Não será vendido aqui, mas o nome tem o mesmo significado.

Mudança – Com a aquisição da coreana Ssang Yang pela indiana Mahindra, iniciam-se mudanças na rede de revendedores no Brasil, com tendências a fusões. A Mahindra, maior produtora de tratores em seu país, quer distribuí-los na rede de revendedores. A nova compradora não entende porque o Chile, pequeno, possui 46 pontos de assistência. No Brasil, grande, menos.

Dúvida – Outros estrangeiros, os japoneses da Subaru já desistiram de entender a operação brasileira, igualmente diminuta em relação ao mesmo Chile.

Base – Helander Zola, novo diretor de marketing da BMW alterou planos para produtos, especialmente pela cota de importações que pode realizar sem pagar o pedágio de 30 pontos percentuais sobre o IPI: quer focar nos carros de entrada, de menor preço, em especial os modelos das séries 1 e 3. Os mais caros serão apenas referências pontuais.

Quem diria – Pesquisa no mercado interno da China entre as 10 marcas mais vendidas, mesclando luxo e volume. A JD Power, empresa especializada, listou os – acredite – 524 veículos em venda, e ouviu 14.462 clientes. Concluiu, no segmento top Audi teve 721 pontos em 1.000; Nissan, pela Donfeng, 732; Beijing Hyundai 715, e Donfeng Citroën e Donfeng Yueda Kia, ambas com 703.

Marcas chinesas, média de 599 e as marcas estadunidenses tiveram média de 638 pontos, inferiores às Europeias, 671 e japonesas, 669.

Mais uma – A mescla é curiosa: soma árabes com chineses para fazer carros elétricos no agradável porém industrialmente descompromissado Sergipe. Mas é o que se anuncia por certa Amsia Motors, prometendo investir R$ 1B no projeto. O eixo de auto peças tem-se nordestinizado com a Ford na Bahia; no mesmo estado a construção da JAC; e o portentoso centro atraído pela Fiat em Pernambuco.

Manobra – Nenhuma montadora concorda, e a Fiat nega esforços nos corredores do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para criar uma pista legal exclusiva para veículos comerciais leves, de modo a dispensá-los do uso de ABS e bolsas de ar, obrigatórios a partir de 2014. Se não houver tal dilação, Fiat Uno, GM Corsa Classic e VW Kombi estarão barrados no baile.

Adeus – A VW fará série especial para a Kombi, para caracterizar o adeus. Fiat idem, terá publicação, eventos e uma série especial com nome italiano que permite trocadilho e é, no caso, uma verdade. A Grazzie Mille – algo como mil agradecimentos. Cabe.

Medicina – Tecnologia de segurança – para aviões localizarem gente escondida; levada à medicina, onde faz análises termográficas mostrando exatamente pontos com maior temperatura, indicando problemas, chegou ao processo de fazer automóveis. Engenheiros da Ford adaptaram o conceito para encontrar e eliminar vazamentos de ar nas cabines dos veículos. Resultado, andar mais confortável e, como diz poeticamente a montadora, ouvir o silêncio.

Pesado – Outro fabricante de caminhões, a Metro Schacman protocolou e aprovou processo junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Fazer caminhões em fábrica em Tatuí, SP, perto da capital e onde a Ford tem fazenda com campo de provas – e muitos engenheiros aposentados ali residindo. Começa importando 2.500 caminhões até julho de 2014. Depois, produção local.

Três – Fará três linhas: TT, cavalos mecânicos; LT, chassi cabine; DT, chassi curto para caçamba. Utilizam motor diesel Cummins ISM 11 E5, seis cilindros em linha, 24 válvulas, potências em 385 e 420 cv.

Mistura – MAN e Petrobrás em combustíveis e motores em testes estáticos, em bancada em laboratório novo do Lactec, Curitiba. É o mais novo e completo do país.

Melhor – Mesclando estilo e atitude da Street Triple 675 com a agilidade da superesportiva Daytona 675, a Triumph criou a nova Street Triple. Estilo naked, agilidade consentida por quadro em perfil de alumínio e sub quadros traseiros, suspensão com garfos invertidos, freios a disco com ABS, três cilindros, 12V, 675 cm3 e 85,1 cv – ridículo este vírgula 1. A gasolina nacional matou 20 cv.

Mico – A Pirelli não quer assumir responsabilidades quanto aos pneus rebentados no circuito de Silverstone, Inglaterra, domingo passado. Sem danos físicos, por sorte, a fabricante italiana tergiversa e diz em nota oficial que faltou informação das equipes, alegando que os pneus tem estrutura assimétrica, não sendo intercambiáveis, houve montagem em sentido inverso, pressão errônea, cambagem excessiva, ou a passagem pelas zebras pode ser responsáveis pelas ocorrências.

Questão – A Pirelli diz, propôs mudanças, mas as equipes não aceitaram. Por relembrar, leitor percebe, tudo o que envolve muito dinheiro no esporte não tem responsável quando algo dá errado. A FIA obrigou a mudar a estrutura de açp por outra, de Kevlar

Maldito francês – Foi o que os estadunidenses disseram quando souberam do tempo de subida de Pine Peaks marcado por Sebastien Loebb, o baixinho voador, no protótipo chamado Peugeot 208T 16, 485 cv. Loebb, n vezes campeão mundial de rallies pela Citroën, quebrou o recorde da prova: 8m, 13,878s – ano anterior, 9m46s. Segundo tempo, do vencedor do ano passado, com festejado Hyundai RM, 49 segundos atrás. A Peugeot não está, mas terá que voltar ao mercado dos EUA. Lá a Hyundai cresce em vendas.

Antigos – Mais rico e variado dos encontros de veículos antigos na América Latina, a Autoclasica já tem data: 11 a 14 de outubro – sexta a segunda. Realizado nas beiradas de Buenos Aires é uma aula, mostra veículos que mesmo colecionadores mais vividos, nunca viram ao vivo. Na última, Ferrari 1.0 – imagina ? -, e Pegaso, esportivo espanhol.

Programa – Todos sabem, o melhor programa do mundo para quem gosta de automóveis antigos ocorre na segunda semana e terceiro domingo do mês de agosto em Carmel, California, chamado genericamente de Pebble Beach Concours d’Elegance. Muitos eventos. Um deles tenta se re erguer, o Concorso Italiano, para carros do país. No Laguna Seca Golf Ranch, sábado, 16.

Mimo – Este ano o fabricante de relógios BRM, nada a ver com a antiga competidora inglesa, terá modelo especial para premiar os melhores das 10 categorias, e venderá algumas unidades da Limited Edition. Preço não declarado – em PB quem pergunta o preço de chapéu de palha – US$ 120; camisa Polo US$ 150; água mineral, US$ 15; taça de espumante, US$ 20, não é da praia.

BRMV1244

BRM, o relógio prêmio do Concorso Italiano. Interessado ? Não pergunte preço

End eletrônico: edita@rnasser.com.br           Fax: 55.61.3225.5511


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