Omega: já foi privilégio de poucos

Durante os anos da década de 80 e o inicio dos anos 90, o Chevrolet Opala Diplomata era uma referência nacional para carro de luxo. Mas começava a demonstrar cansaço e era necessário renovar. Numa atitude ousada, a General Motors do Brasil “foi” na Europa e trouxe o Chevrolet Omega.

Com algumas pequenas alterações em relação ao modelo europeu, o Chevrolet Omega se transformou em poucos meses, num sucesso de vendas. Eram compradores tradicionais do bom e velho Opala, do também envelhecido Monza e até de outras marcas. Tanto o modelo de quatro cilindros e 2,0 litros, como o com potente motor europeu de seis cilindros de 3,0 litros, os modelos se tornaram objeto de desejo de pobre a rico.

Mesmo com a abertura de mercado aos carros importados, o Omega mantinha-se bem nas vendas. Porém, com o seu envelhecimento, mais uma vez havia a necessidade de renovação. E desta vez, a General Motors optou por buscar na Austrália, o feio Holden Commodore, que aqui, chamou de Omega.

Bem mais caro, de design mais do que discutível e cheio de concorrentes, o Omega até que se saiu bem, mas de longe não conseguiu emplacar o sucesso do seu “irmão” brasileiro. Ano após ano, o modelo foi melhorando e ficando mais engraçadinho. O desempenho era bom e o carro confortável. Mas faltava algo mais, faltava conjunto. Finalmente em agosto de 2007, como modelo 2008, chega ao mercado, também australiano, o novo Chevrolet Omega. Logo se tornaria um sucesso de vendas e de criticas. O carro logo se tornou o melhor Omega da sua trajetória brasileira e com um preço imbatível.

Com o visual totalmente renovado, tanto no interior do veículo quanto na parte externa, o novo Omega estava tecnologicamente bem mais equipado. A distância do entre-eixos foi aumentada para 2.915 milímetros (mm), com ganho de 126 mm, aumentando ainda mais o conforto do modelo. Principalmente, no dia-a-dia, um executivo encontra no banco traseiro sua melhor posição, já que os bancos são muito confortáveis. Porém, se optar em o dirigir, não vai se arrepender, muito pelo contrario.

A posição de dirigir é muito boa e o desempenho, não menos. Viajar com este carro é um privilégio para poucos, pois que está no volante está contente, e quem vai nos dois bancos traseiros, não menos. Afinal, além dos dois confortáveis bancos traseiros, ainda têm o prazer de ir assistindo um bom filme na tela de DVD presa no teto, com fones de ouvido independentes. Em qualquer lugar, ou situação, andar no Chevrolet Omega é muito bom.

O acabamento em couro é de excelente qualidade e o acabamento geral esmerado. Por dentro, diferentemente do primeiro importado, o ambiente é muito harmonioso e elegante. Apesar de não estar longe, o Omega não é páreo para uma Mercedes Benz Classe E ou uma BMW Série 5, por exemplo, mas nem pode se exigir isso, já que, apesar de ser um carro confortável, com muito bom desempenho e ter um design agradável, custa muito menos da metade. Com boa quantidade de tecnologia embarcada, como Electronic Stability Program (ESP), que gerencia os módulos, do sistema ABS (Anti-lock Braking System), EBD (Electronic Brakeforce Distribution), EBA (Eletronic Brake Assist) e o TCS (Traction Control System), o Omega ainda oferece airbags frontais e laterais, airbags tipo cortina que, quando acionados, se projetam de cima dos vidros laterais, protegendo principalmente a cabeça dos ocupantes.

Levando-se em conta o tamanho, o carro para em espaços curtos e é bem estável. A suspensão dianteira com junta esférica dupla na dianteira e na traseira com braços multi-link, com boa dirigibilidade.


O motor é um V6 de 3,6 litros que desenvolve 254 cavalos de potência máxima a 6000 rotações por minuto e torque de 35,7 kgf.m a 2600 rpm. Acelerando, o Omega faz 0 a 100 km/h em 8s1, e chega à velocidade máxima de 229 km/h. O câmbio automático de cinco velocidades com o dispositivo “Active Select” na própria manopla do câmbio, é um dos melhores do mercado mundial e permite a opção da troca de marchas também pelo motorista. Este câmbio foi desenvolvido em conjunto com a alemã BMW.


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