Com excelentes serviços prestados, a Kombi ganha aposentadoria

Depois de uma infinidade de tentativas de adequar a Kombi à nova legislação que começa a vigorar em 2014, que exige que todos os veículos possuam ABS e air bags, a Volkswagen do Brasil deverá parar de produzir o modelo no final de 2013. O veiculo mais antigo do Brasil, começou a ser produzido em 02 de setembro de 1957, ainda hoje é um sucesso de vendas, tendo em vista que o seu custo beneficio é imbatível e, por conta disso, até hoje não tem concorrentes. Porém, isso não determina que a marca alemã ficará sem um utilitário, em 2014 deverá ser lançada a sucessora da “Kombi” já com todos os atributos necessários para atender a legislação. 

Brasileira legitima

Utilizando a base estrutural e mecânica do Fusca e idealizada por um holandês, Ben Pon,, a Kombi começou a ser produzida na Alemanha em 1950. Logo se transformou num sucesso em todo o mundo. Com o Brasil em franco crescimento, a Kombi caia como uma luva.
O veiculo com mais tempo em produção na história da indústria automotiva mundial, a Kombi começou a sua longa existência de vida no Brasil,  na fábrica de São Bernardo do Campo, e foi o primeiro utilitário da Volkswagen feito no Brasil. Com quase dois milhões de unidades produzidas, a Kombi possui um perfil bem diferente do dos compradores de carro de passeio. A relação custo-benefício, durabilidade, facilidade de manutenção, robustez mecânica e economia são atributos que fizeram o modelo conquistar os consumidores e manter-se líder em vendas em seu segmento há mais de cinco décadas. Atualmente, a linha de produção da Kombi trabalha em dois turnos e conta com 386 colaboradores na área da pintura, 201 no setor de armação e outros 205 na montagem final. É pelas mãos desses 792 funcionários que são fabricadas 90 unidades diárias do modelo.

História vitoriosa

Em 1957 foram fabricadas as primeiras unidades no Brasil. Com um índice de nacionalização de 50%, a Kombi tinha motor de 1.200 cm³ de cilindrada. Menos de quatro anos mais tarde chegou ao mercado o modelo de seis portas, nas versões luxo e standard, com transmissão sincronizada e índice de nacionalização de 95%. A versão pick-up surge em 1967, já com motor de 1.500 cm³ e sistema elétrico de 12 volts.
A trajetória internacional da Kombi brasileira se inicia com a história das exportações da Volkswagen do Brasil nos anos 70 para mais de 100 países. Os principais mercados externos da Kombi foram Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai.
No Brasil, em 1975, com uma reestilização, a Kombi passa a ser equipada com o motor 1.6l e, três anos mais tarde, o modelo ganha dupla carburação. O motor diesel 1.6l, refrigerado a água, surgiu em 1981, mesmo ano do lançamento das versões furgão e pick-up com cabine dupla. No ano seguinte surge o modelo a etanol e, em 1983, a Kombi apresenta painel e volante novos, além da alavanca do freio de mão, que sai do assoalho e passa para debaixo do painel.
As versões a diesel e cabine dupla incorporaram novidades e itens de conforto como cintos de segurança de três pontos, bancos dianteiros com encosto de cabeça, temporizador para o limpador do para-brisa, entre outros. Em 1992, a Kombi ganhou conversores catalíticos de três vias, sistema servo-freio, incluindo discos na frente e válvulas moduladoras de pressão para as rodas traseiras.
Uma versão mais moderna chegou em 1997 com o nome de Kombi Carat, apresentando novas soluções, como teto mais alto, porta lateral corrediça e a ausência da parede divisória atrás do banco dianteiro. As mudanças foram realizadas sem abrir mão da versatilidade e da economia exigidas por seus fiéis consumidores.

No final de 2005, a Kombi passou a ser equipada com o motor 1.4 Total Flex (arrefecido a água), até 34% mais potente e cerca de 30% mais econômico do que o antecessor refrigerado a ar. Desde janeiro de 2006 até julho de 2012, o utilitário teve mais de 170 mil unidades produzidas. Com o novo motor, a Kombi desenvolve potência de 78 cv quando abastecido com gasolina e 80 cv, com etanol. (Antônio fraga)


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