Encontro de antigos no Galleria Shopping será dia 30

O Maverick, modelo que marcou a década de 1970, será o homenageado no próximo Encontro de Carros Antigos do Galleria Shopping, que acontecerá no estacionamento do shopping, em Campinas, no domingo, dia 30 de maio, a partir das 9h.

Segundo Junior Canela, presidente do Clube V8&Cia, organizador do encontro, esta edição é bastante aguardada, todos os anos, por existirem no país muitos colecionadores de Maverick. Para a ocasião, são esperados clubes de Mavericks da região de Campinas e também da cidade de São Paulo.

Promovido todo último domingo do mês, no estacionamento do piso térreo do Galleria Shopping, o Encontro de Carros Antigos já virou uma tradição, atraindo cerca de 300 expositores a cada edição. O evento é uma excelente opção de passeio e também reúne venda de peças, acessórios, camisetas, bonés, revistas, miniaturas e todo tipo de artigo relacionado ao antigomobilismo.

Além de gerar entretenimento e cultura, o Encontro de Carros Antigos possui cunho social. Para participar, os proprietários de veículos devem levar 1 kg de alimento não-perecível, que será doado para entidades assistenciais de Campinas e região.

Carro para americano
Tendo como base os modelos Falcon, Fairlane e Mustang, em 1969 chegava ao mercado norte-americano o Ford Maverick, um carro pequeno para os padrões daquele país. Com melhor dirigibilidade e comportamento dinâmico que seus irmãos, o Maverick mantinha uma quase exigência para os americanos: motor dianteiro e tração traseira.

O Ford Maverick era a versão familiar do esportivo Mustang.  O modelo chegou ao mercado com o motor Thriftpower Six, também usado no Falcon, com seis cilindros em linha, comando de válvulas no bloco, válvulas no cabeçote, mas com duas opções de cilindrada: um 2,8 litros, com potência de 82 cv e 3,3 litros com 91 cv. Um ano depois chegava um motor mais potente de 4,1 litros e 98 cv.

O câmbio poderia ser manual ou automático de três marchas. Mas a grande sensação chegaria em 1971, com o histórico motor 302 V8, de 4,9 litros e 143 cavalos. O curioso é que freios a disco, ar condicionado e direção hidráulica eram opcionais.No Brasil, a Ford Motor Company precisava de algum modelo para fazer frente ao sucesso de vendas da General Motors, o Opala. Através de pesquisas, o modelo escolhido era o europeu Ford Taurus, mais moderno e bonito, mas que exigiria grandes investimentos para desenvolvimento e produção de um novo motor. Assim, a decisão recaiu em cima do Maverick norte-americano.

No Salão do Automóvel de 1972, o carro era apresentado ao consumidor brasileiro e começou a ser vendido no meio do ano seguinte. O modelo inicial foi como motorização seis cilindros em linha, de 3 litros e 112 cavalos. Esse motor já era utilizado no Aero Wiilys.

Alguns meses depois chegou o que causaria maior impacto: o modelo GT. No lançamento, chegou a ter mais de um ano de fila de espera. Com motor 302 V8, chegava para brigar com o Dodge Charger V* de 5,2 litros e o Opala SS seis cilindros em linhas de 4,1 litros. Com um forte apelo esportivo e bem mais equipado, o Maverick GT atingia a velocidade máxima de 180 km/h e fazia de 0 a 100 km/k em 11 segundos.

Para a época eram números muito bons e enfrentava seus concorrentes com méritos. Porém, tinha muitos problemas, como freios deficientes, superaquecimento do motor e alto consumo. O superaquecimento do motor foi resolvido com o tempo, o restante, nunca. O alto consumo foi também um dos motivos do fracasso do modelo de seis cilindros, que tinha um desempenho sofrível e consumo igual ao do modelo de oito cilindros.

Com a crise de combustível, em 1975 surgia o modelo com quatro cilindros em linha. Sem nunca ter sido um sucesso de vendas, e demonstrando o erro ao não ter apostado no Taurus, em abril de 1979 a Ford descontinuou o Maverick, depois de terem sido produzidas 108.106 unidades. Porém, até hoje o carro tem verdadeiros e apaixonados admiradores e é um dos modelos mais desejados pelos colecionadores, o que torna seu preço bem elevado 

O Maverick, modelo que marcou a década de 1970, será o homenageado no próximo Encontro de Carros Antigos do Galleria Shopping, que acontecerá no estacionamento do shopping, em Campinas, no domingo, dia 30 de maio, a partir das 9h.

Segundo Junior Canela, presidente do Clube V8&Cia, organizador do encontro, esta edição é bastante aguardada, todos os anos, por existirem no país muitos colecionadores de Maverick. Para a ocasião, são esperados clubes de Mavericks da região de Campinas e também da cidade de São Paulo.

Promovido todo último domingo do mês, no estacionamento do piso térreo do Galleria Shopping, o Encontro de Carros Antigos já virou uma tradição, atraindo cerca de 300 expositores a cada edição. O evento é uma excelente opção de passeio e também reúne venda de peças, acessórios, camisetas, bonés, revistas, miniaturas e todo tipo de artigo relacionado ao antigomobilismo.

Além de gerar entretenimento e cultura, o Encontro de Carros Antigos possui cunho social. Para participar, os proprietários de veículos devem levar 1 kg de alimento não-perecível, que será doado para entidades assistenciais de Campinas e região.

Carro para americano
Tendo como base os modelos Falcon, Fairlane e Mustang, em 1969 chegava ao mercado norte-americano o Ford Maverick, um carro pequeno para os padrões daquele país. Com melhor dirigibilidade e comportamento dinâmico que seus irmãos, o Maverick mantinha uma quase exigência para os americanos: motor dianteiro e tração traseira.

O Ford Maverick era a versão familiar do esportivo Mustang.  O modelo chegou ao mercado com o motor Thriftpower Six, também usado no Falcon, com seis cilindros em linha, comando de válvulas no bloco, válvulas no cabeçote, mas com duas opções de cilindrada: um 2,8 litros, com potência de 82 cv e 3,3 litros com 91 cv. Um ano depois chegava um motor mais potente de 4,1 litros e 98 cv.

O câmbio poderia ser manual ou automático de três marchas. Mas a grande sensação chegaria em 1971, com o histórico motor 302 V8, de 4,9 litros e 143 cavalos. O curioso é que freios a disco, ar condicionado e direção hidráulica eram opcionais.No Brasil, a Ford Motor Company precisava de algum modelo para fazer frente ao sucesso de vendas da General Motors, o Opala. Através de pesquisas, o modelo escolhido era o europeu Ford Taurus, mais moderno e bonito, mas que exigiria grandes investimentos para desenvolvimento e produção de um novo motor. Assim, a decisão recaiu em cima do Maverick norte-americano.

No Salão do Automóvel de 1972, o carro era apresentado ao consumidor brasileiro e começou a ser vendido no meio do ano seguinte. O modelo inicial foi como motorização seis cilindros em linha, de 3 litros e 112 cavalos. Esse motor já era utilizado no Aero Wiilys.

Alguns meses depois chegou o que causaria maior impacto: o modelo GT. No lançamento, chegou a ter mais de um ano de fila de espera. Com motor 302 V8, chegava para brigar com o Dodge Charger V* de 5,2 litros e o Opala SS seis cilindros em linhas de 4,1 litros. Com um forte apelo esportivo e bem mais equipado, o Maverick GT atingia a velocidade máxima de 180 km/h e fazia de 0 a 100 km/k em 11 segundos.

Para a época eram números muito bons e enfrentava seus concorrentes com méritos. Porém, tinha muitos problemas, como freios deficientes, superaquecimento do motor e alto consumo. O superaquecimento do motor foi resolvido com o tempo, o restante, nunca. O alto consumo foi também um dos motivos do fracasso do modelo de seis cilindros, que tinha um desempenho sofrível e consumo igual ao do modelo de oito cilindros.

Com a crise de combustível, em 1975 surgia o modelo com quatro cilindros em linha. Sem nunca ter sido um sucesso de vendas, e demonstrando o erro ao não ter apostado no Taurus, em abril de 1979 a Ford descontinuou o Maverick, depois de terem sido produzidas 108.106 unidades. Porém, até hoje o carro tem verdadeiros e apaixonados admiradores e é um dos modelos mais desejados pelos colecionadores, o que torna seu preço bem elevado

Serviço:Encontro de Carros Antigos
Organização: Clube V8&Cia.
Data: domingo, 30 de maio
Local: Galleria Shopping – Rodovia D. Pedro I, km 131, Campinas – SP
Horário: das 9h às 15h
Entrada: gratuita

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