André Negrão quer fazer bonito na F-Abarth

Adaptado às especificações técnicas do carro do Campeonato Europeu de F-Renault 2.0, o campineiro André Negrão deixa novamente seu “habitat” neste final de semana e retorna à disputa do Campeonato Italiano de F-Abarth, categoria que está em seu ano de estréia e cuja próxima etapa será no circuito de Vallelunga, próximo a Roma. Após uma viagem de seis horas pelo Autostrada del Sole (“Rodovia do Sol”, em italiano), saindo de Como, cidade situada no norte da Itália, em direção a Vallelunga – cidade situada a cerca de 40 quilometros de Roma -, Negrão falou sobre a expectativa de retornar ao campeonato no qual estreou de forma irrepreensível. Em junho deste ano ele foi convidado a participar da primeira prova internacional da categoria e não decepcionou: na prova disputada no tradicional circuito belga de Spa-Francorchamps, ele conquistou pole e vitória na primeira corrida da rodada dupla. Na segunda etapa, quando os dez primeiros ocuparam posições invertidas no grid, ele terminou em quarto, a meio segundo do brasileiro Victor Guerin.
O campineiro, que ficou de fora das outras três rodadas duplas da F-Abarth, sabe que precisa se adaptar por causa da mudança de categoria e “esquecer” um pouco a pilotagem da F-Renault 2.0 para repetir o triunfo da estréia no certame italiano. “Muda tudo, carro, motor, pneu, nível dos pilotos. Mas a principal diferença está nos pneus, já que usamos Michelin na F-Renault e Kumho, coreano, na Abarth”, explica o jovem piloto de 18 anos. A grande disparidade entre os compostos das duas marcas está no tempo em que cada um demora para atingir a temperatura ideal, como explica Negrão:
“O pneu Kumho, mais duro do que o Michelin, necessita de mais rodagem para alcançar um bom desempenho. Com o composto francês você já faz o tempo na segunda volta, com o produto coreano é preciso dar quatro ou cinco voltas até que ele esteja pronto para andar rápido.”
Apesar de a F-Abarth se preocupar em não elevar os custos da categoria, o que torna os carros mais simples em relação à F-Renault 2.0, Negrão se preocupa em ganhar quilometragem e experiência com monopostos. “É uma vantagem, porque estou sempre andando em algum lugar, na F-Renault, na F-Abarth, e me mantenho em atividade. Também mudo um pouco a preparação física, porque o carro da F-Abarth tem uma ‘tocada’ um pouco diferente”, conclui o brasileiro.
Os pilotos disputam o treino classificatório amanhã, quando ocorre a primeira corrida da rodada dupla, que também define o grid da segunda etapa, que acontece domingo, com o grid dos oito primeiros colocados montado de forma invertida – o vencedor da primeira prova larga em oitavo na segunda, o segundo colocado sai em sétimo e assim por diante. As etapas têm duração aproximada de 25 minutos.


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