“Andando de Carro” por Antonio Fraga

Volks lança Polo com lendária modelagem do Gol GTS

O GTS é emocionante e faz parte da história dos carros que marcaram várias gerações (Foto: Divulgação)

Que emoção 

Nos anos 1970, 80 e 90 o Volkswagen Passat TS e depois GTS, assim como Gol GT, que virou GTS, eram carros de sonho, causavam admiração quando passavam na rua. Não havia um adolescente ou adulto que não sonhasse ter um GTS. Quem tinha os modelos mais populares enchia o carro de aerofólios, saias, spoilers para tentar maquiar o seu modelo e transformá-lo, na aparência, num GTS. Era a época da proibida importação de veículos, então quem tinha dinheiro ou ia para os carros de fibra com aparência esportiva e desempenho pior do que um Fusca ou ia para os TS/GTS. Tinham também os Opalas seis cilindros ou os Maverick V8. Mas isso é outra história.

Agora, depois de 26 anos, desde que o último GTS saiu de linha, a Volkswagen retomou a lendária sigla das três letras e está lançando o Polo GTS. Quem viveu essa época, ao ver o Polo GTS fica emocionado. Diferente dos modelos anteriores, nos quais tudo era no braço e na astúcia na pilotagem, o novo Polo conta com muita tecnologia, câmbio automático de seis marchas e um motor eficiente de quatro cilindros, 1,4 litro, turbo, de 150 cavalos de potência e 250 Nm de torque. O mais interessante é que o torque máximo já aparece com apenas 1.500 rotações por minuto. Ou seja, o modelo é esperto e empolga, junto com um ronco que remete aos modelos do passado.

A velocidade máxima é de 207 quilômetros por hora e o GTS acelera de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos. O consumo é de 11km/l na cidade e 1,7 km/l na estrada com gasolina e com etanol (na época do GT era álcool mesmo) 7,5 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada.
Destacam-se as rodas de 17 polegadas, diamantadas, com pneus 205/50 R17.

Derivado do Polo Highline, o modelo GTS tem muita esportividade (Foto: Divulgação)

Por dentro, tudo na cor preta e os bancos lembrando os bons esportivos em forma de concha Recaro. O apoio de cabeça integrado remete aos bancos utilizados em carros de competição. O revestimento é feito com misto de tecido e couro, trazendo linhas horizontais que fazem referência aos bancos dos modelos da década de 1980 e com a sigla GTS gravada no encosto.

Assim como na época, o volante é exclusivo, com acabamento de couro e costuras vermelhas e a sigla GTS na base. Detalhes na cor vermelha também estão nas molduras das saídas de ar, base da alavanca de câmbio e tapetes. Só que na época o volante só servia para mudar a direção do carro. Hoje são cheios de controles.

O painel digital é muito moderno e completo. O Polo GTS é equipado de série com o painel digital (Active Info Display), que se diferencia pela iluminação vermelha. Outro recurso é o seletor do modo de condução, que altera a personalidade do Polo GTS, afetando inclusive o som do motor o motorista pode escolher entre os modos “normal”, “ecológico”, “esportivo” ou “individual”. Quando é selecionado o modo esportivo, entra em ação o atuador sonoro, que amplifica o prazer ao dirigir, garantindo mais emoção.

Ainda no campo da eletrônica, o Polo GTS é equipado com o XDS+ (bloqueio eletrônico do diferencial), que faz parte do ESC Controle
eletrônico de estabilidade (item de série).

O XDS+ melhora o comportamento dinâmico do carro. Esse sistema aumenta a agilidade e diminui a necessidade de movimentação do
volante por meio de intervenções seletivas nos freios das rodas internas às curvas nos dois eixos e permitindo uma transferência do torque disponível do motor para as rodas externas. O XDS+ funciona com quaisquer condições de aderência do piso. Isso resulta em dirigibilidade precisa, com mais tração e agilidade nas
curvas.

O ESC do Polo GTS também inclui o sistema de frenagem automática pós-colisão (Post-Collision Brake), recurso exclusivo na categoria.
A lista de equipamentos de série traz sistema Kessy de acesso ao veículo e partida do motor sem uso da chave, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros para auxílio ao estacionamento (que incluem câmera de ré), sistema start/stop (que desliga e liga o motor nas paradas em semáforos, por exemplo), e o sistema de som Discover Media, com tela colorida de 8 polegadas sensível ao toque, navegação, App-Connect e comando por voz.

Também são itens de série o detector de fadiga, retrovisor interno eletrocrômico, sensores de chuva e crepuscular e o controlador automático de velocidade (piloto automático).

O Polo GTS está disponível em opções de cores sólidas (Preto Ninja, Branco Cristal e Vermelho Tornado) e metálicas (Prata Sirius, Azul
Biscay e Cinza Platinum. O preço começa em R$ 99.470,00 e vai até R$ 103.440,00. Na semana que vem falaremos do desempenho do VW Polo GTS.

 

Pura sofisticação

O Bentley Mulsanne 6,75 Edition by Mulliner marca a despedida do modelo (Foto: Divulgação)

Um marco na história da marca inglesa de alto luxo Bentley deixa de ser produzido. O Mulsanne foi durante muitos anos um carro de desejo dos multimilionários de todo o mundo. Agora, substituído pelo Flying Spur(que já mostramos aqui seu lançamento), mais sofisticado e luxuoso, o Mulsanne ganha uma edição especial para não deixar dúvidas da sua trajetória de sucesso. O Mulsanne 6,75 Edition by Mulliner terá apenas 30 unidades. O modelo trará vários equipamentos exclusivos, contornos cromados nos faróis e nas lanternas, rodas 21 polegadas com acabamento esmaltado e motor V8 com 6,75 litros de cilindrada e mais de 500 cv.

 

Carregada de história

Derivada do sedã Corcel II, a Pampa era uma picape com boa capacidade de carga (Foto: Divulgação)

A Série F é uma linha de picapes que lidera o mercado norte-americano há quase quatro décadas. Mas você acha que é só entre as picapes? Não, a F-150 é o veículo mais vendido de todo o mercado dos EUA há 37 anos. Mas a marca produziu também outros modelos famosos, que marcaram época e ajudaram a firmar a sua tradição nesse segmento. Um deles, no Brasil, é a Pampa, que liderou as vendas da categoria durante os 15 anos em que foi produzida, de 1982 a 1997, e conquistou muitos fãs. A primeira picape derivada de um caro de passeio foi a Fiat 147 pick-up, em 1980.

Derivada da segunda geração do Corcel II, a Pampa foi lançada para complementar uma das famílias de maior sucesso da Ford no Brasil, ao lado do sedã Corcel e da perua Belina. O projeto foi todo nacional e ela foi exposta no Salão do Automóvel de 1982.  Na cabine, a Pampa tinha o mesmo acabamento dos modelos sedã e a distância entre-eixos foi ampliada de 2,44 para 2,58 metros, para garantir uma caçamba maior.
A suspensão foi reforçada com molas semielípticas longitudinais no eixo rígido traseiro, em vez de molas helicoidais, com capacidade para suportar 600 kg.

Em 1984, a Pampa passou a contar com um motor CHT 1.6 mais potente e econômico, com câmaras de combustão retrabalhadas e transmissão de cinco marchas reescalonada. Com 63 cavalos na versão à gasolina, que praticamente não vendia, pois só havia saída para os veículos a álcool, na versão mais vendida na época, a potência era de 72 cavalos.

Outra inovação foi a garantia de três anos contra corrosão, então a maior do mercado. A ferrugem era um problema sério dos carros nacionais da época, que foi progressivamente superado com o avanço nos processos de tratamento e pintura da carroceria.

Em 1984, a Pampa tornou-se a primeira picape pequena a oferecer uma versão 4×4 configuração que continua a ser única até hoje. Ela tinha tração 4×2 dianteira e uma alavanca junto ao câmbio para engate da tração 4×4, para uso temporário e com velocidade de até 60 km/h para superar terrenos com pouca aderência.

Lançada junto com a Belina 4×4, a Pampa 4×4 vinha com câmbio de quatro marchas, banco inteiriço e um tanque adicional de combustível com 40 litros na versão a álcool. Em 1986, a grade frontal usada na versão 4×4 passou a equipar toda a linha, composta pelos modelos de entrada L e GL e a versão de luxo Ghia, inspirada no Del Rey.

Em 1990, com a união da Ford com a Volkswagen, a malfadada Autolatina, a Pampa “ganhou” da “sócia” o motor AP-1800 nas versões GL e Ghia, mantendo o CHT 1.6 nas versões L e GL 4×4. Em 1991, ela ganhou a versão S, mais “esportiva” e completa. Itens como ganchos e borrachas protetoras da caçamba, direção hidráulica opcional, bancos individuais ajustáveis, rodas estilizadas, faixas personalizadas nas laterais, janela traseira corrediça, spoiler dianteiro com faróis de neblina e trio elétrico faziam parte da versão.

Em 1992, a Pampa ganhou uma nova grade frontal, idêntica à do Del Rey, e em 1994 introduziu carburador eletrônico no motor 1.8. Em 1995, deixou de oferecer a versão 4×4, ficando somente com os modelos L 1.6 e 1.8, GL 1.8 e 1.8 S. Em 1997, último ano de produção da Pampa, o motor 1,8 litro passou a contar com a tecnologia da injeção eletrônica EEC-IV. Com mais de 380.000 unidades vendidas, foi substituída pela Courier, derivada do Fiesta.

 

O carro americano 

O Ford Bronco foi um marco na indústria automotiva norte- americana (Foto: Divulgação)

E por falar em passado, a Ford está preparando o lançamento de outro marco do mercado norte-americano: o Bronco. Diferentemente da primeira versão, o novo Bronco será vendido em todo o mundo. Lançado em 1966 e produzido até 1996, o Bronco era uma família completa de modelos 4X4, equipados com 2,8 litros, de seis cilindros e transmissão manual de três velocidades. Anos depois, ganhou motor V8 e transmissão automática.

“Agora, estamos prontos para recuperar nosso lugar de direito como líderes em veículos off-road “, diz Jim Farley, presidente de Mercados Globais da Ford. Seu estilo simples e robusto era marcado pela carroceria de linhas retas e faróis redondos, nas versões perua de três portas, picape e roadster aberto sem portas. Ele tinha um acabamento simples, mas podia ser incrementado com vários acessórios, desde bancos, tacômetro, rádio, engate de reboque, tanque auxiliar de combustível e guincho até equipamentos profissionais e de camping.

 

Mais um recall 

Na semana passada noticiamos o recall do BMW X6. Agora, o Procon de São Paulo alertou para a necessidade de a marca alemã fazer um novo recall, só que desta vez nos BMW modelo M5, fabricados entre fevereiro de 2019 e outubro de 2019 chassis WBSJF0100LBS92123 a WBSJF010XLCD37887.

Segundo o comunicado enviado, a empresa informa ter verificado que os veículos podem apresentar “um posicionamento incorreto do chicote elétrico da transmissão, o que gera dano mecânico ao chicote, que, combinado com o aumento da temperatura ambiente, pode ocasionar o derretimento do material de isolamento do chicote elétrico da transmissão e resultar em curto circuito, com a queima do fusível correspondente. Nesse cenário, aciona-se o modo de emergência da transmissão, com perda de potência do veículo, e a alavanca seletora de marchas ficará na posição “neutro”.

Em nova partida do veículo, a alavanca seletora de marchas altera-se automaticamente para a posição “estacionado”, impossibilitando a movimentação das rodas. Nessas situações, não se descarta a possibilidade de acidentes fatais ou com danos físicos/materiais aos ocupantes e terceiros.

A BMW orienta os proprietários dos modelos a entrarem em contato com uma concessionária autorizada e agendarem o retrabalho do chicote elétrico da transmissão automática dos veículos. O atendimento terá início em 10 de fevereiro. A empresa disponibiliza o SAC 0800 019 7097 (de segunda a sexta-feira das 9h às 18h) e o site www.bmw.com.br (opção “recall” e “ferramenta de busca”).

Os consumidores que sofreram algum tipo de acidente, pela manipulação do produto, poderão solicitar, por meio do Judiciário, a reparação dos danos eventualmente sofridos.

 

Relógio campeão

Para homenagear o campeão de Fórmula 1 Ayrton Senna e assinalar 25 anos desde a sua morte, a TAG Heuer lançou um relógio que comemora o Ayrton Senna, TAG Heuer Formula 1 Calibre 16 Ayrton Senna Edição Especial 2019. Desde 1991, Senna tinha uma parceria com a marca de relógios.

 

Mais baratas 

A marca americana Harley Davidson reduz o preços de suas motocicletas (Foto: Divulgação)

A Harley-Davidson do Brasil anunciou redução de preços nas motocicletas da família Sportster comercializadas no Brasil. Porta de entrada para o mundo Harley-Davidson no país, equipada com o motor Evolution de 883 cm³ de cilindrada, a Iron 883 (ano/modelo 20/20) tem seu preço diminuído de R$ 43.900,00 para R$ 39.900,00. Já a Iron 1200, com acabamentos escurecidos, grafismo retrô no tanque de combustível, equipada com o motor Evolution de 1.202 cm³ de cilindrada, ano/modelo 20/20, tem seu preço reduzido de R$ 47.400,00 para R$ 43.900,00. Outros modelos da marca norte-americana também estão com promoções.

 

Em alta 

Presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, acredita que haverá crescimento em 2020 (Foto: Divulgação)

A produção de motocicletas fechou 2019 em alta. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares Abraciclo, de janeiro a dezembro do ano passado foram fabricadas 1.107.758 unidades no Polo Industrial de Manaus PIM, correspondendo a uma elevação de 6,8% ante as 1.036.788 unidades de 2018.

Para 2020, a Abraciclo projeta novo crescimento. O volume total estimado para a produção é de 1.175.000 motocicletas, o que representaria avanço de 6,1% em relação a 2019.

“Os motivos para esta expectativa de crescimento estão no aumento da confiança do consumidor, maior oferta de crédito, lançamento de novos produtos com tecnologias mais avançadas e evolução da demanda por veículos de duas rodas para mobilidade, por serem mais econômicos, flexíveis e ágeis”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

Caso a estimativa se confirme, 2020 será o terceiro ano consecutivo em que o segmento ultrapassará a marca de 1 milhão de unidades produzidas, o que comprova o aquecimento contínuo de negócios no mercado de motocicletas.

No varejo, o crescimento de 2019 foi de 14,6%, com o licenciamento de 1.077.234 motocicletas em 2018 foram 940.108 unidades. Para 2020, a projeção da Abraciclo para as vendas no varejo indica alta de 5,8%, com o emplacamento de 1.140.000 motocicletas.

 

Edição especial

Nova Honda CB 250 F Twister SE tem grafismos e cores especiais (Foto: Divulgação)

A Honda está colocando no mercado a edição especial da CB 250 F Twister. A Special Edition além da exclusividade dos grafismos e cores, também é um bom negócio, pois é mais valorizada na hora da revenda. A CB 250 F Twister SE tem motor monocilíndrico de quatro tempos, 249,5 cm3 e potência máxima é de 22,4 cv a 7.500 rpm com gasolina e 22,6 cv a 7.500 rpm com etanol e o torque de 2,28 kgf.m a 6.000 rpm com ambos combustíveis. O câmbio é de 6 marchas.  A Twister SE tem preços sugeridos de R$ 14.945,00 (com CBS) e R$ 15.945 (com ABS).

 

Foi por pouco

A dupla Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin mais uma vez fez bonito no Dakar (Foto: Divulgação)

Dupla brasileira da equipe Monster Energy/Can-Am, Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin venceram no dia 17 de janeiro a 12ª e última etapa da 42ª edição do Rally Dakar, ampliando seu recorde de vitórias na categoria UTV. Ao total são dez em três edições do Dakar. Cada etapa corresponde a um dia de competição, que no Dakar geralmente varia entre 350 e 650 quilômetros, dependendo do roteiro planejado pela organização. A dupla Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin foi a vencedora no Dakar em 2018, um terceiro em 2019 e um nono lugar este ano.

“A gente esperava mais neste Dakar. Mas esta prova é tão extenuante que a gente fica feliz só de terminar”, comentou Reinaldo Varela.
“Nós chegamos aqui embalados pelos resultados nos dois anos anteriores, com o título de 2018 e o bicampeonato escapando da gente no final da prova de 2019 devido a uma quebra. Mas este ano tivemos muitas dificuldades e problemas, que nos tiraram a chance de brigar pela ponta. Mostramos que seríamos competitivos e lutaríamos pela vitória na geral vencendo duas especiais. Acho que somando tudo, fomos até que muito bem”, completa o piloto da Monster Energy/Can-Am.

Varela e Gugelmin são os atuais tricampeões mundiais o título foi conquistado em outubro, após uma vitória no Marrocos


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