Caso VW tem maiores consequências

Volkswagen logo

 

O caso dos softwares instalados pela Volkswagen, noticiado ontem aqui no Sport Motor, continua tendo repercussão.

Desta vez, o presidente da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, declarou que este escândalo da VW, nos Estados Unidos, refletirá em toda a indústria automotiva mundial. Segundo o executivo, a credibilidade do setor já não é a mesma desde os escândalos ocorridos nos EUA com as japonesas Honda e a Toyota (caso dos airbags que, ao inflarem, soltavam materiais que vitimavam os ocupantes) e a americana General Motors (a chave voltava ao seu ponto de partida, desligando o sistema de ignição e deixando os motoristas sem direção e freios, causando colisões. O problema causou centenas de vitimas e milhares de colisões).

Ghosn disse ainda, não acreditar que a diretoria da VW desconhecia o caso. “É preciso ser muito perspicaz para esconder tal coisa”.

Nesta quinta-feira (24), França e Reino Unido tomaram decisões que dão sustentação à declaração do CEO da Renault.

Ségolène Royal, ministra francesa do Meio Ambiente e Energia, anunciou que serão feitos testes aleatórios para descobrir se outros carros são equipados por algum software fraudulentos como o da Volkswagen. Segundo ela, cerca de 100 automóveis serão escolhidos para os testes.

Já na Grã-Bretanha, o secretário de Transportes, Patrick McLoughlin, afirmou que a Agência de Certificação de Veículos trabalhará com as montadoras para que esse uso de software não seja disseminado. Segundo ele, “como parte deste trabalho, a agência voltará a executar testes laboratoriais quando necessário e irá compará-los com as emissões de poluentes no mundo real”.

Para Carlos Ghosn, presidente da Renault, “toda a indústria deve ter a mente aberta e predisposta a responder a qualquer questão que surja”.

 

Crise aumenta

A revista Auto Bild garante que a BMW está sendo investigada. Segundo a publicação o modelo X3 xDrive 2.0d  estaria equipado com o software que engana os equipamentos de medição de poluentes. As avaliações foram realizadas pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo, o mesmo que denunciou a Volkswagen.

“Todos os dados medidos sugerem que este não é um problema específico da VW”, afirma o responsável do Conselho, Peter Mock.

Contactada pela Bloomberg, a BMW negou ter algum carro com o software que alterasse as leituras dos equipamentos.

“Não existe nenhuma função na BMW que reconheça que este tipo de testes estão a ser realizados”, afirmou fonte da fabricante germânica.

A espanhola Seat, empresa do Grupo Volkswagen, também está entre as empresas suspeitas.
A fábrica de Martorell, perto de Barcelona, terá supostamente instalado o ‘software’ em alguns carros produzidos este ano.

Um porta-voz da Seat confirmou que alguns veículos a diesel foram equipados com o ‘software’ falseado, mas não referiu quantas unidades. Se confirmado, aumentam os problemas da marca alemã com a imagem e processos.


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