Coluna “Andando de Carro” 01.03.2020

As novas Duster, Tracker e a prova de que há vida além das SUVs

 

Antônio Fraga | Especial para ACidade ON
1/3/2020
A nova geração do Renault Duster chega ao mercado nesta semana com várias novidades (Foto: Cedida)  
Na nova geração do Renault Duster, um dos destaques são as lanternas inspiradas no Renegade (Foto: Cedida)  

Chegando ao mercado
A nova geração do Renault Duster vai ser lançada esta semana. O modelo, que já mostramos aqui há alguns meses, foi flagrado pela nossa editoria num caminhão cegonha na última sexta-feira, no Anel Viário Mário Covas, em São Paulo. A traseira renovada ficou mais moderna e com as lanternas iguais às do Jeep Renegade.

O novo Mercedes-Benz EQA será a grande sensação da marca alemã no segmento de SUV (Foto: Cedida)  

Entrando numa fria
A Mercedes-Benz está em fase final de testes do EQA, o SUV irmão elétrico do GLA, que será lançado antes do final deste ano. Os protótipos do modelo estão em testes no norte da Suécia, onde o frio é extremo. Lá os engenheiros avaliam as baterias nessas temperaturas, como carregamento e a regeneração da carga produzida pelos freios. Também fazem a calibração da tração 4X4.

O modelo top de linha dos SUV da Volkswagen, o Touareg, ganha uma versão mais esportiva (Foto: Divulgação)  

Ainda melhor
A Volkswagen vai lançar nos próximos dias uma versão esportiva do Touareg, com motorização híbrida plug-in de 136 cavalos (100 kW) e um motor à combustão V6, de 3 litros, que desenvolve 340 cavalos. Juntos vão produzir 462 cavalos e 700 Nm de torque.
A tração será nas quatro rodas, 4Motion, e contará com uma caixa automática de oito velocidades.  Segundo informações, a velocidade será limitada eletronicamente a 250 km/h e acelerará de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos. A bateria, colocada debaixo do porta-malas, alimenta o motor elétrico, que tem 14,1 kWh de capacidade.

Apesar da mesmice do mercado apostando nos SUV, Audi continua investindo nas peruas (Foto: Divulgação)  

Existe mundo além dos SUV
Mesmo com a febre dos SUV, a Audi continua (ainda bem) investindo nas peruas. A marca alemã acaba de lançar a Audi A6 allroad quatro. O modelo foi a primeira station wagon a ter uma identidade aventureira. Na sua quarta geração, a A6 Allroad tem uma altura até o solo mais elevada (45 mm) em relação à A6 Avant. Mas pode chegar até a 169 mm no modo off road. Já acima de 120 quilômetros por hora, a perua baixa 12 mm.  Com quase cinco metros de comprimento, o espaço interno é generoso.

Apenas 12 milionários terão o gostinho de acelerar o Ford GT Liquid Carbon (Foto: Divulgação)  

Bólido espetacular
A Ford revelou o GT Liquid Carbon, uma versão especial do seu superesportivo limitada e que somente 12 felizardos terão na garagem. O Ford GT Liquid Carbon 2020 ganhou mais 13 cavalos, contando agora com uma potência de 669 cavalos. O motor V6 3,5 litros EcoBoost biturbo foi aprimorado, como por exemplo, resfriamento dos pistões e das bobinas de ignição de alta capacidade, desenvolvidos para a versão de competição GT Mk II, novos dutos de arrefecimento que ampliam em 50% o fluxo de ar e intercoolers maiores para resfriar o ar de admissão. A suspensão foi recalibrada no modo pista para refinar a dirigibilidade e o controle da carroceria nas curvas em alta velocidade. Outra novidade é o escapamento de titânio Akrapovic, da renomada marca de competição, 4 kg mais leve e com ronco poderoso. O modelo exclusivo conta com a carroceria de fibra de carbono aparente, porcas das rodas em titânio, cintos de competição de seis pontos, cinco versões de acabamento interno e cinco cores de pinça de freio.

Totalmente renovado, o novo Chevrolet Tracker chega às concessionárias este mês (Foto: Divulgação)  

Feliz retorno
Até o final de março, a General Motors do Brasil vai começar a vender o novo Tracker. O modelo será importado do México e a marca espera triplicar as vendas. O modelo já está à venda na China, fruto de uma parceria entre a General Motors e a chinesa SAIC.

A Chevrolet Blazer é um nome é muito forte no mercado brasileiro e pode retornar (Foto: Divulgação)

Passado brilhante
Aliás, não é somente o novo Tracker que a General Motors do Brasil vai importar. Tem um outro SUV que a marca pode vir a trazer dos EUA e que tem uma ligação muito importante com o Brasil: a Blazer. Durante muitos anos, a Blazer, SUV derivado da picape S10, fez mito sucesso por aqui. Era o desejo de muitos endinheirados, até ter a sua produção encerrada em 2012. A Blazer mostra um visual forte e elegante, que, aliás, será utilizado nos demais modelos utilitários da marca, inclusive no Brasil. Muito luxuosa, a Blazer terá duas opções de motorização: 2,5 litros, quatro cilindros com 195 cavalos (já usado na S10) e um V6, de 3,6 litros, 309 cavalos, que é usado no Camaro. O câmbio automático de nove marchas é o mesmo da Equinox.

A fábrica de Gravataí nasceu há 20 anos para produzir Chevrolet Celta (Foto: Divulgação)  

20 anos de sucesso
Mais uma da General Motors do Brasil. A fábrica de Gravataí-RS já produziu mais de 4 milhões de veículos, desde sua inauguração, em 20 de julho de 2000. Caracterizada por fabricar veículos de grande volume, a unidade opera hoje em três turnos e fabrica mais de 60 unidades por hora.

Salão da confusão
Mesmo após boa parte das empresas automotivas instaladas no Brasil anunciarem a desistência em participarem do próximo Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro deste ano, a Reed Exhibitions, organizadora do evento, promete novidades. Na próxima edição, segundo a empresa organizadora, o Salão terá quatro grandes pilares: evolução, tecnologia, mobilidade e entretenimento. A organização, atenta às novas necessidades do mercado automotivo, irá introduzir novos conceitos e atrações no Salão. A Reed pretende não só erguer um evento memorável como liderar a renovação dos salões no mundo.

Embutido em uma nova plataforma de negócios, surgirá um aplicativo como uma das atrações do Salão do Automóvel 2020, que será incorporado de forma definitiva ao conceito do evento. Por meio dessa inovação, as marcas automotivas e os principais players de tecnologia e mobilidade do mundo poderão conectar-se aos visitantes em diferentes formatos, como exposição de produtos, apresentação de conteúdo e conceitos, além de novas experiências.

Cada atração do evento terá seu conteúdo reunido em um QR Code, podendo ser imediatamente capturado pelo smartphone do visitante. Mas isso não é tudo. O caminho inverso também irá existir: cada visitante terá um QR Code em seu próprio ingresso. Quando o cliente manifestar interesse em qualquer produto ou serviço (carro, inclusive), ele será “capturado” por aquela marca visitada, gerando imediatamente um lead, que seguirá diretamente para o expositor. Empresas de avaliação de carros, bancos, seguradoras, entre outros, também farão parte dessas ações.

“Essa inovação vai gerar negócios para todos os expositores, inclusive vendas de carros”, comenta Leandro Lara, diretor de Eventos da Reed Exhibitions, ressaltando que caberá a cada expositor a forma de gerenciar essas vendas com suas respectivas redes de concessionárias. A Reed Exhibition estima que mais de 500 mil leads sejam gerados durante os 11 dias de evento.

Não é a primeira vez que o Salão do Automóvel rompe paradigmas. Em 2016, por exemplo, o tema “mobilidade” foi inserido de modo amplo no evento por meio da criação de inúmeras experiências para os visitantes, como pista de test-drives multimarcas, pistas exclusivas e, também, um circuito específico para veículos elétricos e híbridos. Essa postura de vanguarda será estendida na edição 2020: haverá um maior número de empresas de tecnologia, buscando ampliar a necessária discussão sobre o tema Mobilidade, com novas alternativas e possibilidades de negócios – além de atrações inéditas para os visitantes.

O Salão do Automóvel irá manter seu maior patrimônio: conexão direta entre marcas, produtos e visitantes. E ampliará o destaque para novas tecnologias e o futuro da multimobilidade, a exemplo do que ocorre com a feira norte-americana CES (Consumer Electronics Show). “Temos capacidade para ser uma moderna plataforma que reúne todos esses novos avanços”, destaca Lara.
Além das pistas de test-drives, a organização trabalha com duas marcas para a criação de pistas off-roads, utilizando uma área próxima à São Paulo Expo. Veículos elétricos e híbridos também terão pistas de test-drives específicas, assim como, mais uma novidade, será definida uma pista específica para demonstrações de carros autônomos. As principais categorias do automobilismo terão lugar especial nesta edição e serão apresentados carros de corrida, com algumas demonstrações feitas em pistas. Já os superesportivos ganharão local de destaque, a ser informado brevemente.

Tiro no pé
Em 1986, um outro “boicote” foi feito ao Salão do Automóvel de São Paulo. A 14ª edição da mostra, que era realizada no Anhembi, foi salva graças a uma jogada de mestre do então organizador do evento, Caio de Alcântara Machado, que comprou e importou 59 carros dos EUA. Na época, a importação de veículos era proibida, por isso os modelos vieram com importação temporária e voltaram ao país de origem após o evento. Exatamente pela proibição, os carros se transformaram num super atrativo e o Salão foi um sucesso de público.

O 14º Salão do Automóvel de São Paulo, em 1986, foi salvo pelos carros importados (Foto: Divulgação)  

Vírus destrói Salão
E a epidemia do Cononavirus faz mais uma vítima. A organização do Salão de Genebra 2020, diga-se de passagem, a mais atraente de todas as mostras, foi cancelado na última sexta-feira depois que o governo suíço proibiu todos os eventos, públicos ou privados, com mais de mil pessoas. O evento iria ocorrer de 5 a 15 de março, na Suíça, e os estandes já estavam quase prontos.

“Lamentamos essa situação, mas a saúde de todos os participantes é a nossa principal prioridade e a de nossos expositores. Este é um caso de força maior e uma tremenda perda para os fabricantes que investiram maciçamente em sua presença em Genebra. No entanto, estamos convencidos. que eles entenderão essa decisão”, disse Maurice Turrettini, presidente do Geneva Motor Show.

Continua alto
De acordo com o último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), fevereiro começou com movimentação de queda no preço dos combustíveis nos postos da Região Sudeste. A redução no preço do etanol em 13,03% coloca o Sudeste como destaque na comercialização do etanol mais barato, com o litro vendido a R$ 3,215, ante os R$ 3,697 de janeiro.

Nos primeiros dias de fevereiro, o Rio de Janeiro segue como o Estado da região com a gasolina mais cara do Brasil: R$ 5,072. O litro do etanol é o segundo mais caro do Brasil, comercializado a R$ 4,320, inferior apenas ao das bombas nos postos do Rio Grande do Sul, onde o motorista desembolsa R$ 4,477 por litro.

Em contrapartida, São Paulo segue como o Estado que apresenta os preços mais vantajosos para os motoristas. É o líder no ranking nacional do menor preço por litro do etanol, comercializado a R$ 3,091 nos primeiros dias do mês. Já a gasolina está na quarta posição no ranking, considerando os preços mais vantajosos ao consumidor, com o litro vendido a R$ 4,479.

Os motoristas do Rio de Janeiro encontram nas bombas a gasolina e o etanol mais caros da região Sudeste. O preço médio da gasolina no Estado (R$ 5,077) é o mais alto do Brasil e está 7,6% acima da média nacional; no caso do etanol, o valor médio apontado pelas bombas no Rio de Janeiro (R$ 4,301) é o segundo mais alto do Brasil e está 15,4% acima da média nacional.
Em Minas Gerais, o preço da gasolina apresentou um pequeno reajuste, de 0,57%, e passou de R$ 4,900 para R$ 4,928. Já o litro do etanol foi comercializado, em média, a R$ 3,414, 3,26% mais que em dezembro.

Um dos melhores pilotos de todos os tempos, Fernando Alonso vai disputar mais uma 500 Milhas (Foto: Divulgação)  

O bom filho…
É isso mesmo, o bom filho à casa torna. O problemático, mas excelente piloto Fernando Alonso, depois de abandonar a Fórmula Um, passou por diversas categorias com sucesso. Na Fórmula Um, ganhou o GP de Mônaco, no Endurance com um protótipo Toyota, ganhou as 24 de Le Mans e para conquistar a triple coroa, só falta as 500 Milhas. Em 2017, na sua primeira tentativa, chegou a liderar a prova, mas quebrou. No ano passado, por um erro da equipe, não classificou. E ele parte este ano para uma nova tentativa. E por qual equipe? A McLaren, com quem ele havia brigado há alguns meses. Ele estava negociando com a Andretti, mas a fornecedora de motores, Honda, proibiu a participação do espanhol. Quando ainda estava na McLaren/Honda de Fórmula Um, Alonso ofendeu os japoneses ao fazer duras críticas ao motor em público. Assim não restava outra alternativa. Alonso será o terceiro piloto da McLaren na Indy500, juntando-se a Patricio OWard e Oliver Askew.


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