Coluna “Andando de Carro” 08.03.2020

Renault apresenta novo Duster com visual e tecnologia renovados

Antônio Fraga | Especial para ACidade ON
8/3/2020
O novo Renault Duster chega mais moderno e com o mesmo preço (Foto: Divulgação) 

Duster chega renovado
A Renault escolheu a cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, para apresentar a linha Duster 2021. E o modelo chega totalmente renovado, tanto na dianteira como na traseira, com muitas novidades na parte interna e equipado com mais tecnologia. São três versões, Zen, Intense e Iconic, com preços entre R$ 71.790 e R$ 87.490. Quase dez anos após o seu lançamento no mercado brasileiro e com mais de 385 mil unidades produzidas no Brasil, o novo Duster está de “cara nova”, com novos faróis em led e nova grade cromada. As laterais ganharam novo visual e o espaço dos vidros está menor. Para completar, as lanternas traseiras receberam novo desenho, assim como para-choque e tampa do porta-malas.

Em resumo ficou mais robusto, mas manteve a essência da versão comercializada atualmente. As dimensões continuam as mesmas: 4,37 metros de comprimento, 1,83 metro de largura, 1,69 metro de altura, 237 mm de altura. Para a nova linha, a Renault não oferecerá nenhum modelo com tração 4×4, explicando que as vendas com esse sistema não foram significativas. E acredita que o novo Duster tem atributos de sobra para enfrentar os caminhos selvagens: 237 mm de altura do solo, 30° de ângulo de ataque e 34,5° de ângulo de saída.

Com interior mais bem cuidado e agradável, o Renault Duster ganhou mais tecnologia (Foto: Divulgação)

A parte interna não foi esquecida pelo departamento de design e também chega totalmente renovada, com novos materiais, acabamento superior ao da linha anterior. Há novas tecnologias em segurança ativa, segurança passiva e também para o conforto do motorista e dos passageiros. Novidade ainda no console, nos botões, nos tecidos dos bancos e na direção, agora 100% elétrica, com regulagem de altura e de profundidade. O sistema multimídia está mais moderno seguindo os padrões do Clio 5 e do Captur na Europa.

A versão de entrada, Zen, tem preço a partir de R$ 71.790 com câmbio manual de 5 marchas e de R$ 77.790 com câmbio CVT de 6 marchas; a Intense, com câmbio CVT, tem preço a partir de R$ 83.490; e a topo de linha, Iconic, também com câmbio CVT, custa a partir de R$ 87.490. Todas as versões são equipadas com o mesmo motor da linha atual, ou seja, 1.6 SCe (Smart Control Efficiency), que desenvolve 120 cavalos de potência máxima, porém agora com sistema Start & Stop.

O motor é em alumínio e conta com duplo comando de válvulas variável, o que melhora o torque nas baixas rotações. Segundo a Renault, o motor de dois litros foi descontinuado e uma versão turbo não está nos planos da engenharia por enquanto.

O único ponto negativo nessa versão 2021 do Duster está no tanquinho de gasolina, para as partidas a frio, mantido pela fabricante. Inaceitável para um modelo 2021. Há carros de entrada, com custo bem menor, que já aboliram o famoso “tanquinho”.

Mas no geral o novo Duster agradou. Está mais gostoso de dirigir com a direção agora 100% elétrica e muito mais silencioso na parte interna. O câmbio CVT foi regulado e a capacidade off road foi aumentada. A plataforma está 12,5% melhor em rigidez torsional. Durante o test drive realizado, pudemos sentir um pouco essa melhora para enfrentar obstáculos em uma pista improvisada. A Renault acredita que o comprador do Duster não enfrentará trilhas muito selvagens, de acordo com pesquisas realizadas.

Para completar, a cor de lançamento do Duster é a Marrom Vison, mas o consumidor pode escolher entre mais sete opções: Bege Dune, Azul Iran, Vermelho Vivo, Branco Glacier, Prata Étoile, Cinza Cassiopée e Preto Nacré.

A traseira do novo Duster ficou mais moderna, mas faltou criatividade nas lanternas (Foto: Divulgação)
Com linhas espetaculares e esportivas, o Aston Martin DBX chega a 291 quilômetros por hora (Foto: Divulgação) 

SUV de luxo 
Começou com a Porsche quando apresentou o Cayenne, que fez os puristas e apaixonados pela marca alemã de superesportivos torcerem o nariz. Mas foi esse SUV que salvou a marca. Logo as outras marcas de esportivos seguiram a Porsche e apresentaram os seus SUV, todos com muito sucesso. Lamborghini, Jaguar, Alfa Romeo e agora a inglesa Aston Martin. O primeiro SUV da marca, o DBX, não nega ser um verdadeiro Aston Martin. Um SUV com muito luxo, acabamento impecável e desempenho espetacular.

O modelo tem 5,05 metros de comprimento e basta olhar para saber que se trata de um verdadeiro Aston Martin, com a tradicional grade dianteira e os longos faróis ovais. A traseira é a “copiada” do modelo superesportivo da marca, o Vantage. Assim como os modelos esportivos, o SUV também não tem molduras nas portas.

O interior é um espetáculo. Com acabamento artesanal luxuosíssimo, todo em couro nobre, é um show à parte. O motor é da Mercedes-Benz- AMG de quatro litros, com dois turbocompressores, que oferece a este SUV 550 cavalos e 700 Nm. Como não poderia ser diferente, o DBX acelera de 0 a 100 km/h em apenas 4,5 segundos e chega à velocidade máxima de 291 km/h. A transmissão é automática de nove velocidades e tração nas quatro rodas.

O acabamento e o luxo impressionam no primeiro SUV da marca inglesa Aston Martin (Foto: Divulgação) 
Apresentado no ano passado como conceito, o Centoventi deve substituir o Panda (Foto: Divulgação)

Mais um elétrico
Depois de apresentar o 500e, outro modelo elétrico da Fiat deve entrar logo em produção na Europa: é o Centoventi. Apresentado no Salão de Genebra do ano passado como conceito, o “Bebé”, como é chamado dentro da fábrica italiana, deve substituir o modelo de grande sucesso da marca e no qual foi inspirado, o Fiat Panda. Na sua terceira geração, o atual Panda já tem nove anos de produção.

O Salão já era
Se você é daqueles que aguardam ansiosamente o Salão do Automóvel de São Paulo para ver as novidades dos fabricantes de automóveis e também as belas máquinas, como, por exemplo, a Ferrari, vai se decepcionar este ano. A Anfavea (Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores) e a Reed Alcântara Machado (organizadora do evento) anunciaram nesta sexta (05/03) que a mostra foi adiada para 2021.

Os altos custos dos estandes e da organização foram os principais motivos para os fabricantes de veículos repensarem seus investimentos para vender seus produtos. Para se ter uma ideia, um estande na mostra, dependendo de seu tamanho, custa entre R$ 4 milhões e R$ 15 milhões. A Reed informou que está revendo o formato do evento visando o interesse do público. Já o Salão Moto Brasil, agendado para o período de 28 a 31 de maio no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, por enquanto está mantido.

Os postos da BR Distribuidora estão no visual novo e com iluminação diferenciada (Foto: Divulgação) 

Novo visual
A BR Distribuidora mudou, após 20 anos, seu layout. Os primeiros cinco postos urbanos a receber o desenho mais moderno foram os de Belém (PA), Brasília (DF), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ). No dia 16 de março, será o primeiro rodoviário, em Uberlândia (MG). A BR Distribuidora, da Petrobras, tem mais de 7.700 postos.

Semana da Mulher 1
As mulheres estão adotando cada vez mais a motocicleta como meio de locomoção. De acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) analisados pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), em 2011 havia 4.013.566 pessoas do sexo feminino com carteira de habilitação da categoria A. Em 2019, esse número saltou para 7.594.452 mulheres, o que representa uma alta de 89,2% em oito anos.

Além do aumento no número de habilitadas, grande parte das mulheres que optaram por essa categoria tem mais de 40 anos. Entre as mulheres com idade de 41 a 50 anos a alta nos últimos oito anos foi de 127%, passando de 572.039 em 2011 para 1.298.532 habilitadas em 2019.

Outra faixa etária que apresentou crescimento expressivo foi a de 51 a 60 anos. A alta observada foi de quase 232%, saltando de 146.273 (2011) para 485.379 habilitadas (2019).

Um exemplo de escolha pela praticidade é da publicitária Tatiana Sapateiro, de 58 anos, que adquiriu um Scooter há pouco mais de dois anos e usa para ir ao trabalho, supermercado e passeios. “Não suportava mais o trânsito da capital paulista. Levava cerca de uma hora e meia para ir de casa até o trabalho. Até que resolvi testar e nunca mais deixei a moto”, afirma Tatiana.

A secretária executiva Roberta Piero, de 52 anos, também é usuária de motocicleta e não abre mão de sua liberdade de ir e vir. Durante a semana, ela usa um scooter para ir ao trabalho e nos finais de semana curte viagens e passeio a bordo de uma motocicleta estradeira.
Apaixonada pelo estilo, Roberta faz parte do “Ladies of the road”, grupo de mulheres motociclistas que se reúne para pegar a estrada. “Por onde passamos, é normal as pessoas ficarem olhando. O povo para, olha e até tira foto”, conta. Com cerca de 600 integrantes, o grupo completa 10 anos em julho.

Semana da Mulher 2
Pesquisas comprovam que as mulheres são mais cautelosas no trânsito. O estudo “Mulheres no Trânsito”, elaborado pela seguradora Líder, mostra que, em 2019, das mais de 353 mil indenizações pagas por acidentes de trânsito, apenas 25% foram destinadas às vítimas do sexo feminino. Se considerados apenas os pagamentos por acidentes fatais, a diferença entre os sexos é ainda maior: só 18% das vítimas eram mulheres, sendo a faixa etária dos 45 a 64 anos a mais atingida.

Já em uma análise por tipo de vítima, 16% das vítimas motoristas eram mulheres, enquanto 84% eram homens. A maior parcela das vítimas do sexo feminino era de passageiras dos veículos, representando 56% do total das indenizações pagas. Quando analisada a categoria do veículo envolvido nos acidentes, 50% dos acidentes fatais envolvendo mulheres foram em automóveis e 37% motocicletas. Das vítimas do sexo feminino que ficaram com algum tipo de invalidez permanente, 76% se envolveram em acidentes com motos e 19% com automóveis.

A italiana Lella Lombardi disputou por dois anos a categoria máxima do automobilismo (Foto: Divulgação) 

Semana da Mulher 3
Desde a criação do Campeonato Mundial de Fórmula 1, em 1950, apenas cinco mulheres estiveram inscritas na categoria: as italianas Maria Teresa de Filippis (1958 e 1959, pela Maserati e Behra) e Lella Lombardi (1974 a 1976, pelas equipes Brabham, March e Williams); a inglesa Divina Galica (1976 pela Surtees e Hesketh); a sul-africana Desiré Wilson (1980 pela Williams) e outra italiana, Giovanna Amati (1992 pela Brabham).

Mas apenas duas delas alinharam no grid de largada, Filippis e Lombardi. Porém, a única mulher a pontuar na categoria foi Lella Lombardi, com 0,5 ponto no GP da Espanha de 1975. Ela receberia 1 ponto pela sexta colocação, mas a prova foi interrompida. De acordo com o regulamento, antes de serem completados 75% do total de voltas o piloto recebe metade dos pontos.

Outras mulheres tentaram entrar para a categoria e chegaram até a fazer testes nas equipes, mas não conseguiram as vagas. Entre elas, Sarah Fisher (McLaren), Katherine Legge (Minardi), Maria de Villota (Marussia), Susie Wolff (Williams), Simona de Silvestro (Sauber) e Tatiana Calderón(Sauber).

Há quase 20 anos não há uma piloto feminina oficial na Fórmula 1.

Algumas curiosidades em relação à mulher na Fórmula 1: Na década de 1950, o machismo era grande. Em 1958, por exemplo, a participação de Maria Teresa de Filippis foi vetada pelo diretor de prova com a alegação de que “o único capacete que uma mulher deveria utilizar era o do cabeleireiro”.

No ano passado, Helmut Marko, consultor da equipe RBR, declarou que “A Fórmula 1 é muito física para as mulheres”. De acordo com ele, as mulheres não têm condições de participar da categoria porque as exigências físicas que esse esporte impõe não fazem parte da natureza feminina.


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