Testamos o novo Jaguar XF

Luxo e conforto com um bom toque de esportividade

 

 

A Jaguar sempre foi sinônimo de carros muito bem construídos, acabamento impecável e motores caprichados. Apesar de terem uma leve esportividade, as linhas dos Jaguares sempre foram elegantes, mas muito “sérias”. Atualmente, estão mais modernas, mas ainda conservam a sua pose de lorde inglês. O modelo intermediário da marca no Brasil, o XF, é um bom exemplo disso. Não passa despercebido em qualquer lugar aonde vá, mesmo diante de modelos de categorias superiores. O preço do modelo testado está em torno de 325 mil reais.

Elegância
Com linhas elegantes, o XF é um coupé de quatro portas (estranho escrever coupé sobre um carro com esse estilo, mas…), que foi concebido pelo designer Ian Callum. As dimensões do modelo inglês são generosas, com cinco metros de comprimento e distância entre eixos de quase três metros. Isso deixa o interior mais generoso ainda.

O espaço no banco de trás é maravilhoso, associado aos confortáveis bancos, conjunto que proporciona muita comodidade em qualquer viagem. Uma nota ruim é que devido à curvatura do teto, pessoas com aproximadamente 1,90 metro de altura terão dificuldades em arrumar uma posição confortável para a cabeça. Ela vai ficar batendo no teto.

O acabamento do modelo é espetacular, digno da fama da marca. O interior é todo revestido de couro da melhor qualidade e, para qualquer lado onde se olhe, há um detalhe especial. A parte frontal do painel e o console central têm acabamento de alumínio muito bonito. Um detalhe muito legal: as saídas do ar condicionado ficam fechadas. Ao ligar o aparelho, as aberturas giram, aparecendo as aletas e o ar gelado.

O interior digno dos lordes ingleses é completado por um sistema de som Meridian, com 11 alto-falantes e 380 W de potência, tela multimídia com GPS e que pode armazenar até 30 Gb, teto solar elétrico, luz que avisa do ponto cego no retrovisor e diversos airbags dianteiros e de cortina.

Existe também a versão V6, mas a avaliada foi a com motor 2.0 turbo de 250 cavalos de potência, 365 Nm de torque e que acelera de 0 a 100 km/h em 6,7 segundos. A velocidade máxima é de 244 quilômetros por hora.

O consumo é outro detalhe muito interessante no XF: na cidade faz 6,9 km/l e na estrada, a uma média de 100 km/h, consegue até 9,7 km/l. São excelentes números para um carro desse porte.

O câmbio automático é de oito velocidades e possui a opção de mudanças manuais por alavancas atrás do volante, o que garante mais esportividade ao modelo. A troca de marchas, aliás, não é mais por alavanca no console central, e sim, por um botão giratório que se “levanta” quando o carro é ligado. Isso faz com que o espaço interno do modelo seja bastante otimizado.

O principal módulo de controle do XF governa diversas funções essenciais de segurança, como Ajuda para Frenagem de Emergência (EBA), Distribuição Eletrônica da Força de Frenagem (EBD), Sistema Antitravamento de Frenagem (ABS), Controle de Tração mediante intervenção em motor e freios, Controle Dinâmico de Estabilidade (DSC) e Controle de Frenagem em Curvas (CBC).

O XF inclui o Sistema Dinâmico de Estabilidade Anticapotamento, projetado para reduzir a perda de aderência mediante intervenção no regime do motor e no sistema de frenagem para desacelerar o carro e ajudar a restabelecer a aderência às rodas dianteiras.

Em resumo, um verdadeiro lorde inglês, que merece todo o nosso respeito!


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